Juiz revoga prisão de Mizael, mas indiciamento permanece

Mizael foi indiciado nesta quarta-feira por homicídio doloso triplamente qualificado (por motivo futil, emboscada e emprego de meio cruel) e ocultação de cadáver

Gabriel Vituri, do estadão.com.br, e Elvis Pereira, do Jornal da Tarde

14 de julho de 2010 | 19h28

SÃO PAULO - O Juiz de Direito Jayme Garcia dos Santos Jr. revogou nesta quarta-feira, 14, o pedido de prisão temporária para o policial aposentado Mizael Bispo dos Santos, acusado de participar do assassinato da advogada Mércia Nakashima. Além disso, o juiz também negou a solicitação de prisão preventiva, pedida pelo Ministério Público nesta segunda-feira, 12. Com isso, Mizael não é mais considerado foragido da Justiça, no entanto, segue indiciado pela morte da ex-namorada.

 

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"Agora ele é um homem livre. Pode andar na rua, pode namorar, fazer o que ele quiser. Assim é o Estado de Direito", disse o advogado Samir Haddad Jr., que defende Mizael, logo após saber da revogação. "Se provarem a culpa e ele for condenado depois, vai ter que cumprir. Mas o que importa é que ele vai responder em liberdade", ressaltou.

 

Para ele, a falta de fundamentação da acusação foi determinante. Sobre a reação de Mizael quando soube que a prisão havia sido revogada, Haddad disse que seu cliente está muito satisfeito e que agora vão esperar o chamado da Justiça para continuar a defesa.

 

Indiciamento

 

Mizael foi indiciado nesta quarta-feira por homicídio doloso triplamente qualificado (por motivo fútil, emboscada e emprego de meio cruel) e ocultação de cadáver, segundo informou o delegado responsável pelas investigações, Antonio de Olim. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o inquérito ainda não foi concluído.

 

Texto atualizado às 19h50.

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