Juiz prorroga prisão dos 4 investigados

A Justiça prorrogou por mais 30 dias as quatro prisões temporárias decorrentes da investigação sobre as causas e responsabilidades do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Na madrugada de ontem, o juiz plantonista Regis Adil Bertolini, de Santa Maria, concedeu a prorrogação da prisão temporária dos dois sócios-proprietários da boate e dos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira. A polícia havia pedido anteontem a prorrogação do prazo, o que teve parecer favorável do Ministério Público.

O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2013 | 02h02

Na decisão, o magistrado analisou a atuação dos quatro na noite da tragédia, de acordo com relatos das testemunhas. Com relação ao sócio Mauro Hoffmann, o juiz destacou afirmações de que ele sabia e acompanhava tudo o que se passava no estabelecimento. Uma funcionária relatou que Elissandro Callegaro Spohr, o Kiko, o outro dono, tinha pouco cuidado com relação à segurança - tendo sido constatado que nenhum extintor de incêndio funcionava - e que não havia controle quanto à lotação da casa noturna, sem observar sua capacidade máxima.

Em relação ao produtor da banda, Luciano Augusto Bonilha Leão, foi apontado o depoimento do dono da loja em que foram comprados os fogos, dizendo que o alertou que o sinalizador não era adequado para ambientes internos. Já o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos, conforme o magistrado, também tinha conhecimento do perigo, pois manuseava os fogos. / L.A.

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