Juiz manda soltar líderes do PCC na região de Araçatuba

Os sete acusados foram presos em setembro do ano passado após investigação do Ministério Público

Roberto Alexandre - especial para o Estado de S. Paulo,

29 de agosto de 2012 | 20h07

ARAÇATUBA - O juiz Emerson Sumariva Júnior, titular da 3ª Vara Criminal de Araçatuba , a 530 km de São Paulo, revogou a prisão preventiva de sete acusados de liderar um esquema de tráfico de drogas mantido pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Noroeste do estado. Os acusados foram presos em setembro do ano passado após investigação do Ministério Público. Por meio de escutas telefônicas, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra Crime Organizado) mapeou as atividades da facção na área 018 (em referência ao DDD da localidade) e descobriu quem eram os responsáveis pela organização, desencadeando a operação em seguida.

De acordo com o magistrado, depois de quase um ano, o processo ainda não avançou, pela complexidade da apuração em detrimento à falta de estrutura do estado. "A primeira audiência de instrução do processo sequer foi marcada", afirmou, ao justificar a revogação das prisões preventivas. Segundo Sumariva Júnior, "não há mais, diante da total falta de estrutura do Estado, com número reduzido de funcionários em Cartório, manter os acusados presos preventivamente, pois o risco de demora é muito grande".

Entre os oito réus no processo, há uma advogada, presa na operação e que já tinha tido a prisão preventiva revogada em dezembro do ano passado. Dos sete que ainda permaneciam presos, três já estão com os alvarás de soltura. Outros quatro permanecerão atrás das grades, mas por conta de outros processos.

Segundo o juiz, a liberdade provisória no processo foi decretada, mas com algumas restrições: os beneficiados terão que comparecer trimestralmente em juízo; não poderão permanecer na rua no período noturno e terão que utilizar monitoração eletrônica, como tornozeleiras.

Os promotores do Gaeco, responsáveis pela investigação, não foram localizados para comentar a decisão judicial.

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