Juiz manda Hopi Hari indenizar esquiador tetraplégico

Parque e outra empresa devem dividir indenização de R$ 1,5 milhão para americano que se acidentou em 2008

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2012 | 02h02

O esquiador americano Ryan Mitchel Bergeron conseguiu na Justiça do Trabalho indenização de R$ 1,5 milhão, por danos morais e materiais, do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo.

Bergeron ficou paraplégico depois de bater a cabeça e fraturar a coluna durante um show de esqui aquático no parque, em 2008. A indenização deve ser paga pelo Hopi Hari e pela empresa GT Ultralights, que contrataram os serviços do esquiador.

A decisão, em primeira instância, foi tomada pelo juiz da 3.ª Vara do Trabalho de Jundiaí, Jorge Luiz Souto Maior. O juiz considerou que "a manobra do reclamante lhe causou um dano irreversível e isso só se deu porque estava atuando em um show de exibicionismo, cujo interesse econômico imediato era das reclamadas".

O advogado que representa o americano no processo, Gilberto Santos, comemorou a decisão e avaliou que o valor estipulado pelo juiz, inferior aos R$ 7,5 milhões pedidos pela vítima, não significa uma derrota, já que não se busca o enriquecimento com a ação, mas sim a reparação do dano.

O processo foi aberto em maio de 2009 e ainda cabem recursos em segunda e terceira instâncias.

O Hopi Hari informou, por meio de nota, que vai recorrer da decisão e não tem responsabilidade sobre o acidente.

Nenhum representante da GT Ultralights foi localizado para comentar o caso.

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