Juiz federal é detido após fazer disparos em condomínio em SP

Magistrado teve de ser detido com uso de arma de choque; Tribunal informou que ele está afastado por motivos de saúde desde maio

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2016 | 17h33

SOROCABA – O juiz federal Bernardo Julius Alves Wainstein, de 45 anos, foi contido por policiais militares com uso de arma de choque, na noite de segunda-feira, 16, após fazer mais de dez disparos com arma de fogo no condomínio onde mora, em Campinas, interior de São Paulo. Alguns tiros foram disparados contra o cão da família, que estava doente, segundo a Polícia Militar.

Após ser dominado, ele foi levado ao Hospital das Clínicas da Unicamp e permanecia internado até a tarde desta terça-feira, 17. 

Os tiros, disparados desde o início da noite, assustaram os moradores do condomínio Santa Marcelina, no bairro do mesmo nome, onde o magistrado reside com a mãe. De acordo com testemunhas, o juiz fez quatro disparos com uma espingarda contra a cabeça de um cão, que estava velho e com câncer.

A mãe do juiz pediu aos empregados que enterrassem o animal sob um pé de limão, mas quando abriam a cova, o magistrado os interrompeu empunhando uma pistola e mandou que se deitassem. Em seguida, teria atirado novamente no animal já morto. Ele também teria ameaçado se matar.

Vizinhos, então, chamaram a polícia. Várias viaturas foram deslocadas ao condomínio e os policiais aguardaram a chegada de um comandante para entrar na casa. O juiz estava exaltado e, segundo a PM, teve de ser contido com disparo de arma não letal. Ele foi sedado e levado ao hospital.

Os policiais entraram em contato com seu psiquiatra para que acompanhasse a internação. Na residência, os policiais recolheram a espingarda calibre 12, um revólver e duas pistolas.

Na casa do juiz, há outros três cães. A ocorrência foi registrada inicialmente no 1.º Distrito Policial, mas a investigação deve ser transferida à Polícia Federal.

Providências. A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) informou que até a tarde desta terça-feira ,17, o tribunal não havia sido informado oficialmente dos acontecimentos. “Após receber as informações da polícia e detalhes do ocorrido, o TRF3 tomará as providências cabíveis.”

Segundo a nota, o juiz federal Bernardo Julius Alves Wainstein está na Justiça Federal desde agosto de 2007 e desde maio de 2016 estava afastado por licença saúde.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.