Juiz deve ouvir mãe de Isabella nesta quarta-feira

Ela e outras sete testemunhas de acusação serão ouvidas no Fórum de Santana, no período da tarde

da Redação, estadao.com.br

18 de junho de 2008 | 08h34

O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, deve ouvir nesta quarta-feira, 18, mais oito testemunhas de acusação no processo em que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá respondem pela acusação de assassinato da menina Isabella Nardoni. Um dos depoimentos mais esperado do dia é o da mãe da menina, Ana Carolina de Oliveira.  Na terça-feira, 17, outras sete pessoas foram ouvidas. Um dos principais depoimentos do dia foi o da perita Rosângela Monteiro, chefe da perícia do caso no Instituto de Criminalística (IC), citando uma tabela de análise de probabilidades. Ela foi a primeira testemunha de acusação a depor no 2º Tribunal de Júri de São Paulo. Ela foi categórica ao dizer que o sangue que foi encontrado no carro dos Nardoni era mesmo da garota. "Eu sei que é sangue humano, e é sangue de Isabella", resumiu. A constatação não veio de exame pericial conclusivo, mas de dedução. A delegada Renata Pontes, que conduziu o caso no 9º Distrito Policial (Carandiru), reforçou a tese, alegando que, durante reunião com peritos, foi informada que o sangue da cadeira de bebê era recente e de Isabella. Durante seu depoimento, a delegada negou ter pressionado Alexandre e Anna Carolina, acusados pelo assassinato da menina em 29 de março, como ambos disseram no interrogatório deles. "Sempre foi dada a eles a oportunidade de apresentar sua versão." O pai e a madrasta da menina estavam presentes, de uniforme prisional e algemados. Quando Benícia Maria Bronzati Fernandes, testemunha que presenciou brigas do casal, pediu para falar sem a presença dos dois, Anna deu uma risada irônica. Em um dos últimos intervalos entre as audiências, foram vistos conversando e sorrindo. O casal chegou ao Fórum de Santana pouco depois das 10 horas - ela dormiu na Penitenciária Feminina de Sant’Ana e ele num presídio em Guarulhos. A previsão era que dormissem nos mesmos lugares. "Tudo aquilo que imaginei aconteceu. O resultado foi bastante satisfatório", afirmou o promotor do caso, Francisco Cembranelli. Durante duas horas, Rosângela foi questionada pelo promotor Francisco Cembranelli e pelo advogado de defesa Marco Polo Levorin. As perguntas do promotor a direcionaram a demonstrar a qualidade do trabalho do IC, para valorizar o laudo que incrimina o casal. Indagações com o mesmo objetivo foram feitas ao diretor do Núcleo de Proteção à Pessoa do IC, José Antônio Moraes. Marco Polo Levorin fez caminho inverso. Perguntou a Rosângela se foi feito exame nas mãos do casal para detectar vestígios de pele sob as unhas (ela respondeu que não), se foram checados todos os acessos do Residencial London, onde ocorreu o crime (para poder alegar a existência de uma terceira pessoa) e se houve coleta de impressões digitais no apartamento (ela disse que sim, mas nada de significativo foi encontrado). O terceiro a depor foi o legista Paulo Sérgio Tieppo Alves, um dos autores do laudo necroscópico. Benícia disse que sempre alertou a mãe de Alexandre sobre o ciúme excessivo de Anna Jatobá. Depois veio Alexandre de Lucca, subsíndico do prédio antigo, que afirmou que o casal brigava muito aos finais de semana, quando Isabella estava lá. Ex-vizinho, Paulo César Colombo afirmou que Isabella não gostava que dissessem que a madrasta era sua mãe.  (Colaboraram Laura Diniz, de O Estado de S. Paulo, e Carina Flosi, do Jornal da Tarde)

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