Juiz de trânsito passa dos 20 pontos pela 2ª vez em 6 meses

Como da primeira vez, secretário de Trânsito de Ribeirão Preto disse que não foi ele que cometeu infrações

Chico Siqueira, especial para O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2008 | 21h45

Nomeado pelo governador José Serra para o Conselho Estadual de Trânsito, o engenheiro Amaury Hernandes ultrapassou - pela segunda vez em menos de seis meses - o mínimo de 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e novamente corre o risco ter cassada sua licença para dirigir. Ele é um dos "juízes" que analisam e julgam os recursos de multas de trânsito no Estado de São Paulo. Em janeiro, ao ser nomeado, estava com 28 pontos (sete multas), mas se livrou da cassação ao anular parte das infrações, que teriam sido cometidas por um comprador de seus veículos. Desta vez, Hernandes acumulou 21 pontos por levar cinco multas - quatro por transitar em até 20% acima do limite de velocidade e uma por não usar cinto de segurança - nas avenidas de São José do Rio Preto, a 440 km da capital paulista, onde é secretário municipal de Trânsito. E mais uma vez, afirma que não é culpa sua. Segundo ele, quatro multas, incluindo a de não usar cinto de segurança, foram cometidas por dois veículos que ele vendera no ano passado, mas que ainda estão em seu nome. Uma quinta multa foi cometida por sua esposa. "Vou provar mais uma vez que essas multas não são minhas", afirmou. O engenheiro espera apresentar nesta sexta-feira, 30, na Ciretran de Rio Preto, os documentos que comprovariam a venda dos dois veículos multados. O procedimento é o mesmo feito em janeiro deste ano. Mas ele não se diz preocupado com as multas mesmo sendo autoridade de trânsito. "Não me preocupo com a situação porque sou inocente, mas isso enche o saco", disse.

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