Robson Fernandjes/AE
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Judeus do Leste Europeu são tema de livro e mostra

Estima-se que vivam no Brasil 70 mil descendentes de asquenazes, judeus do Leste Europeu. Metade deles está em São Paulo. Parte de sua história será agora contada em livro, filme e exposição. Projetos do escritor e cineasta Marcio Pitliuk, um filho de asquenaze, eles serão lançados às 19h de hoje sob o título 100 Anos de Imigração Judaica do Leste Europeu.

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2011 | 00h00

As obras são fruto de um ano de pesquisa. Em julho, Pitliuk esteve no Leste Europeu ciceroneando cem netos brasileiros de asquenazes. "Fomos conhecer as origens do judaísmo da Europa Oriental. Visitamos sinagogas, cemitérios, cidades, escolas e campos de concentração na Polônia, Hungria, República Checa, Rússia e Ucrânia", conta.

Essa viagem está contada no livro (à venda hoje com preço promocional de R$ 50 e, a partir de amanhã, por R$ 60), no filme (cujo DVD será vendido hoje por R$ 15 e, a partir de amanhã, por R$ 20) e na exposição.

História. Apesar de o projeto evocar o centenário da vinda desse grupo judeu para o Brasil, Pitliuk lembra que a primeira leva de imigrantes chegou aqui por volta de 1905 - há 106 anos, portanto.

"A primeira onda migratória ocorreu quando um magnata, o barão Hirsch, comprou terras no Sul do País e cedeu para judeus que vinham em busca de uma vida melhor no Brasil", contextualiza, frisando que, com o tempo, a maior parte deles saiu da zona rural e se instalou em grandes cidades, como São Paulo. "Depois, nos anos 1930, um pouco antes de estourar a Segunda Guerra, houve uma grande população pré-holocausto. A terceira leva é a dos sobreviventes do holocausto e a quarta, quando se mudaram para o Brasil cerca de 200 pessoas, é de 1956, data da Revolução Húngara."

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