Jovens se comprometem a fazer 'rolezinhos' organizados

Convites para eventos em shopping serão limitados a grupos fechados; donos receberão aviso

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2014 | 16h08

SÃO PAULO - Os principais organizadores do movimento de 'rolezinho' da zona leste, norte e sul da capital paulista comprometeram-se a avisar os donos de shoppings centers antes de divulgar novos eventos e adequar o número de pessoas à capacidade dos locais. O anúncio foi feito por um grupo de jovens selecionados pela Prefeitura de São Paulo que se reuniu nesta quarta-feira, 29, com o Ministério Público Estadual (MPE) e a Associação Brasileira de Shopping Centers.

Por parte dos empresários, a entidade de classe deixou claro que a situação será analisada caso a caso e que não poderá obrigar nenhum de seus filiados a entrar em um acordo. O Shopping Itaquera, que ficou marcado por uma confusão entre jovens e a Polícia Militar em um 'rolezinho' neste mês, foi o primeiro a anunciar que receberá os organizadores na semana que vem para planejar os 'rolezinhos'.

"A gente está em conversa para fazer um rolê organizado com uma estrutura conforme o shopping. Rolê mais expandido a gente vai estar procurando o poder público para estar fazendo nas praças", disse o cantor de funk Jonathan David, o Mc Chaveirinho, de 20 anos, considerado um dos líderes da zona leste.

Grupos fechados. Os organizadores dos encontros, que têm nas redes sociais até 100 mil seguidores, ou fãs, como eles chamam, pretendem formar uma associação com representantes em cada região da cidade. Os convites para os eventos em shopping serão limitados para grupos fechados, já os eventos em praças e parques serão divulgados abertamente. "A gente vai precisar de segurança e ambulância. O governo que banque isso", diz MC Chaveirinho.

"A partir dessa conversa de hoje, os jovens farão conversas diretamente com as lideranças dos shoppings center. Nós (MPE) vamos promover uma reunião envolvendo Prefeitura e Estado para garantir os espaços públicos com seguranças e programação cultural compatível com o gosto e a idade deles", afirmou o promotor de Justiça de Direitos Humanos, Eduardo Valério.

A Prefeitura, por sua vez, diz que pretende usar a capacidade de articulação desses jovens para campanhas e convocação de eventos, como doação de sangue e brinquedos.

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