Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Menores fazem quatro reféns em Fundação Casa na zona norte

Funcionários ficaram em poder de jovens infratores durante rebelião em Pirituba, que durou cerca de quatro horas; ninguém ficou ferido

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 08h47

SÃO PAULO - Jovens infratores fizeram quatro funcionários de refém por mais de quatro horas durante uma rebelião na Fundação Casa de Pirituba, na zona norte da capital paulista, entre a noite desta quinta-feira, 8, e a madrugada desta sexta, 9. 

O tumulto começou por volta das 21h20. Após negociações entre a equipe da Superintendência de Segurança e os menores, os reféns foram liberados por volta da 1h40. Nenhum deles ficou ferido, diz a Fundação Casa.

A Corregedoria Geral da instituição abriu sindicância para apurar as causas do tumulto. "Todos os jovens envolvidos passarão por uma Comissão de Avaliação Disciplinar (CAD) para análise de sanções disciplinares a serem aplicadas", afirma a Fundação Casa, em nota. "A comissão é formada por servidores de várias áreas do próprio centro socioeducativo. O Judiciário e os familiares dos adolescentes foram informados da ocorrência."

Recentemente, a Fundação Casa tem enfrentado repetidos episódios de insegurança. Na noite de domingo, 4, 39 menores realizaram uma fuga em massa após uma rebelião na unidade de Lorena, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

No mês passado, foram cinco fugas em unidades da capital e da Região Metropolitana. Considerando o ano inteiro, a Fundação Casa totaliza pelo menos nove casos em que internos escaparam. A maioria foi recapturada.

Depois de uma fuga na unidade de Guaianases, na zona leste, em setembro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que algumas unidades passam por problemas de segurança após a empresa contratada para atuar na Fundação Casa faliu. Isso obrigou agentes socioeducativos a serem adaptados para exercer função de vigilantes.

Para tentar conter a insegurança nas unidades e evitar novas fugas, a instituição deve firmar um convênio com a Secretaria de Estado da Segurança Pública. A partir do acordo, policiais militares de folga vão poder fazer a segurança externa das unidades.

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