Jovens de São Paulo são menos expostos à violência

Capital paulista é a melhor posicionada entre as capitais do País; São Carlos é a mais segura

Bruno Paes Manso, de O Estado de S. Paulo,

25 Novembro 2009 | 07h53

As cidades paulistas, incluindo a capital, estão entre as mais seguras no Brasil para jovens e adolescentes entre 12 e 29 anos. No outro extremo estão os municípios de Pernambuco e Bahia, Estados nordestinos onde os jovens estão mais expostos a morrer assassinados e em acidentes de trânsito, além de ser mais pobres, ter menos acesso a empregos e escolas. Os dados são da pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), feita a pedido do Ministério da Justiça. No estudo foi criado um Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência para analisar o nível de segurança dos jovens em 266 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

 

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Cubatão, a cidade paulista onde os jovens e adolescentes se encontram mais vulneráveis à violência, aparece em 53º lugar no ranking. A capital de São Paulo é a melhor posicionada entre as capitais do País e fica em 192º no ranking geral. Entre as 42 cidades brasileiras com índice de vulnerabilidade mais baixo, 26 são do Estado de São Paulo. A mais segura do País é São Carlos, seguida de São Caetano e Franca.

A situação se inverte entre os municípios nordestinos. Das 53 cidades com mais de 100 mil habitantes, em 22 o jovem encontra-se diante de vulnerabilidade alta e muito alta. Nesse patamar, Pernambuco tem oito cidades e Bahia, sete. Os dados do estudo, contudo, são de 2006 e, por isso, não registraram a melhora nos índices de violência pernambucanos, que este ano têm queda de 13%. "Como este índice considera variáveis de renda, além de indicadores de violência, cidades nordestinas pobres ganharam destaque. Já Foz do Iguaçu, violenta, mas relativamente rica, ficou mais abaixo", explica o sociólogo Ignácio Cano, professor da UERJ.

O estudo mostra também que, apesar de grave, a situação nas grandes cidades não chega a ser caótica. Somente 15,4% dos 51,5 milhões de jovens entre 12 e 29 anos vivem em cidades com risco alto ou muito alto. Isso ocorre porque a maioria das capitais tem vulnerabilidade de média para baixa. Só seis capitais - Maceió, Porto Velho, Recife, Belém, Macapá e Teresina - apresentam maior perigo para os jovens.

Renda

Rio de Janeiro, em 64º, e Vitória, em 107º, assim como as demais capitais, ganharam pontos por causa das variáveis de renda. Os Estados do Rio e do Espírito Santo, contudo, encontram-se mal posicionados. Dos 26 municípios fluminenses com mais de 100 mil habitantes, 7 têm alto risco. No caso capixaba, quatro das oito maiores cidades estão nessa situação. "As capitais têm mais capacidade para investir em políticas de segurança", diz o sociólogo Renato Lima, do FBSP.

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