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Jovem tatuado na testa é condenado a 4 anos de prisão por roubo

Ruan Rocha da Silva foi flagrado ao tentar levar moletom e celular; em 2017, ele ficou conhecido ao ter frase escrita em sua cabeça

Felipe Cordeiro, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2019 | 11h48
Atualizado 11 de setembro de 2019 | 17h10

SÃO PAULO - O jovem Ruan Rocha da Silva, de 19 anos, que teve a frase "Eu sou ladrão e vacilão" tatuada à força em 2017, foi condenado nesta terça-feira, 10, a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto por ter sido flagrado em fevereiro deste ano roubando R$ 20, um moletom e um celular em um posto de saúde de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

A decisão é da juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal da cidade da Grande São Paulo. 

"Considerando que o réu demonstrou ser pessoa perigosa ao convívio social, haja vista o emprego de violência exercida contra uma das vítimas, considerando, ainda, que o acusado já se viu envolvido com a Justiça, ainda quando menor, às voltas com a prática de atos infracionais, a situação evidenciada no caso concreto justifica a manutenção de sua prisão preventiva", escreveu a magistrada em sua decisão.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o rapaz foi interrogado nesta terça durante uma audiência de instrução na qual foram ouvidas duas testemunhas.

"Após debates orais, a sentença foi proferida", informou, em nota, o TJSP. "O réu foi condenado à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto e 11 dias-multa."

De acordo com a decisão judicial, "a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, único adequado e suficiente para reprovar sua conduta".

Rocha foi preso em flagrante quando tentar levar os pertences em São Bernardo. No ano passado, o jovem também havia sido detido por furtar cinco frascos de desodorante em um supermercado de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo.

Tatuagem na testa

O rapaz ficou conhecido depois de ter a frase escrita na testa pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e o vizinho dele, o pedreiro Ronildo Moreira de Araujo, em 31 de maio de 2017, em São Bernardo.

A dupla alegou que pretendia aplicar uma lição no adolescente, então com 17 anos, por ter tentado furtar uma bicicleta adaptada para deficiente físico. Os agressores prenderam o rapaz em uma sala e filmaram a "punição", postando o vídeo nas redes sociais. 

Os dois foram presos no dia 9 de julho de 2017, acusados de tortura.

Em fevereiro de 2018, a Justiça condenou Reis à pena de três anos e quatro meses de reclusão em regime inicial semiaberto pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal.

Já Araújo, que divulgou o vídeo, pegou três anos e onze meses de reclusão em regime inicial fechado pelos mesmos crimes. A defesa dos dois homens entrou com recurso e aguarda julgamento.

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