Jovem suspeita de matar namorado se entrega

Verônica Verone de Paiva, de 18 anos, estava foragida; ela teria enforcado o empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33, em um motel de Niterói

Tiago Rogero / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2011 | 00h00

A estudante de 18 anos suspeita de matar o namorado em um motel de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, entregou-se ontem à polícia. E foi indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de ocultação de cadáver.

O namorado da acusada, o empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, foi encontrado enforcado por um cinto na madrugada de sábado no motel. Desde então, Verônica Verone Paiva era considerada foragida. Depois de pagar a conta, ela foi embora no carro do empresário. No veículo, foram encontrados vestígios de maconha e cocaína.

A delegada Juliana Rattes, da 77.ª DP (Icaraí), investiga se o crime foi premeditado. Segundo a polícia, depois de enforcar o empresário, Verônica tentou arrastar o corpo para a garagem do motel, mas não conseguiu. A polícia não descarta participação de outra pessoa no assassinato, já que a vítima pesava cerca de 90 quilos e seria difícil para uma jovem como Verônica levar o corpo sozinha.

Além do laudo da perícia e do Instituto Médico Legal (IML), que vai apontar as causas da morte da vítima, a delegada colheu depoimentos de parentes do empresário, para investigar a relação entre ele e a estudante. Há indícios de que a jovem vinha ameaçando a ex-mulher e os filhos da vítima. Os investigadores também solicitaram imagens das câmeras do circuito interno do motel.

O mandado de prisão contra Verônica é temporário e tem duração de cinco dias, contados desde ontem. A delegada do caso estuda pedir à Justiça aumento do prazo de detenção da estudante suspeita.

Defesa. O advogado da jovem, Rodolfo Thompson, disse que Verônica tem "problemas mentais" e toma medicamentos controlados. Em depoimento à polícia, a estudante teria dito que foi vítima de tentativa de estupro por parte do namorado e, por isso, agiu em legítima defesa.

A delegada, no entanto, disse que encontrou contradições na história contada pela jovem, além de divergências entre a versão dela e o que foi encontrado pela perícia no local do crime.

Na internet

Segundo a polícia, Verônica mantinha perfil em várias redes sociais. Em uma delas, participava de comunidades como "Desista você perdeu ele para mim" (sic) e "As máscaras sempre caem".

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