Jovem que matou avó e empregada é condenado a 29 anos

Napolitano já pode ser beneficiado pela regime semi-aberto; promotor e defesa entraram em acordo

17 de julho de 2008 | 03h46

Por decisão unânime dos sete jurados, numa sessão que durou mais de 6 horas nesta quarta-feira em São Paulo, o estudante de direito Gustavo Napolitano, de 27 anos, foi condenado a 29 anos e 4 meses de prisão por matar a facadas a avó Vera Kuhn de Macedo Pereira, de 73 anos, e a empregada Cleide Ferreira da Silva, de 20 anos. O crime ocorreu em novembro de 2002 no Planalto Paulista, zona sul da cidade. O estudante, que na ocasião, estava sob efeito de cocaína, poderá ser beneficiado a qualquer instante pela prisão em regime semi-aberto. A Lei de Progressão Penal que vigora desde março de 2007 diz que o condenado deve cumprir dois quintos da pena antes de começar a receber algum tipo de benefício, o que obrigaria o universitário a ficar preso em regime fechado por mais seis anos. Mas como o duplo assassinato ocorreu antes da nova lei, o estudante pode cumprir a pena em regime semi-aberto. "Amanhã (quinta-feira), já seria possível a defesa pretender que ele saísse do regime fechado e que já fosse transferido para o regime semi-aberto", disse o advogado de defesa Cláudio Márcio de Oliveira. No julgamento de quarta-feira, houve um acordo entre o promotor e a defesa. A acusação retirou três qualificadores, reduzindo a pena. Em troca, a defesa abriu mão de pedir a absolvição do réu, que se basearia num laudo de inimputabilidade (ele não estaria consciente quando cometeu o crime). Em 2006, Napolitano foi condenado a 34 anos e 8 meses pelo crime de duplo homicídio, mas a defesa recorreu e o réu teve direito a um segundo júri.

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