Jovem paraguaia é agredida e tem cabelo arrancado dentro de loja do Brás

Comerciantes afirmam que moça pratica furtos na região; segundo polícia, vítima não prestou queixa, mas há pistas dos suspeitos

Isabel Filgueiras, Especial para o Estado

28 de novembro de 2014 | 19h55

Comerciantes do Brás, no centro de São Paulo, agrediram uma jovem paraguaia suspeita de participar de uma quadrilha que furtava lojas populares na região, segundo o SPTV, da Rede Globo. Vídeo da emissora mostra duas mulheres cortando grandes mechas do cabelo preto da moça no interior de uma loja. Com partes do couro cabeludo à mostra, a jovem não reage e é empurrada por um homem para fora de um shopping na Rua da Juta. O agressor também dá cabeçadas nas costas da menina.

Segundo a Polícia Civil, a adolescente, menor de idade, estava desacompanhada quando aconteceu o crime, nesta terça-feira, 25, e não prestou queixa da agressão. Mas, após a denúncia da Globo, a Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. O delegado titular do Departamento de Polícia (DP), Eder Pereira e Silva, disse que policiais já têm pistas dos agressores. "Conseguimos o primeiro nome de uma das moças e do rapaz que aparecem no vídeo. E temos um telefone que seria dele também", afirma. A investigação aponta que, depois da divulgação do vídeo nas redes sociais, o homem não foi mais visto na região.

Até a tarde desta sexta-feira, 28, nenhum suspeito havia sido indiciado. A polícia afirmou que o paradeiro da vítima continua desconhecido. Os agressores podem responder por lesão corporal, injúria real, pelo corte de cabelo, e cárcere privado, por mantê-la contra vontade no interior da loja. "Para determinar o grau das lesões, a jovem teria de ser encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer um exame", explica o delegado.

No dia 7 de novembro, a tia da garota e outra mulher, também paraguaias, foram presas em flagrante por furto qualificado em uma loja da Rua Monsenhor Andrade, no Brás. Centenas de peças de roupas estariam com as acusadas. A moça, que acompanhava as duas no momento da prisão, também foi levada ao 12º DP para reconhecimento. No entanto, a vítima não a identificou como participante do crime. Sem envolvimento com a ação, ela foi liberada.

De acordo com o delegado Silva, esse tipo de ocorrência é frequente no bairro. "Já prendemos dois ou três grupos de paraguaios por acusações semelhantes", diz. 

Tudo o que sabemos sobre:
Brásviolênciaparaguaia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.