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Jovem morto na USP ingeriu droga e se afogou, aponta laudo

Família ainda quer saber como o estudante foi parar na raia olímpica da universidade; Polícia Civil não comenta as novas informações

Marco Antônio Carvalho, Especial para o Estado

16 de outubro de 2014 | 10h37

Atualizada às 22h32

SÃO PAULO - O estudante Victor Hugo Marques Santos, de 20 anos, morreu após ingerir uma substância alucinógena e se afogar na raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP). Essas foram as conclusões a que chegaram peritos que analisaram o corpo de Santos e emitiram laudos para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil paulista, que investiga o caso.

As informações, confirmadas pelo advogado da família, Ademar Gomes, foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo. Familiares permanecem céticos quanto à possibilidade de o jovem ter ingerido drogas e querem saber como ele foi parar na raia, que é cercada em toda a extensão

O laudo identificou a presença da substância 25B-NBOMe, uma variação da droga sintética LSD. Os exames mostraram também que, além da ingestão da droga, o corpo apresentou sinais de afogamento, que teria sido a causa final da morte. 

Santos desapareceu na madrugada do dia 21 de setembro, após se separar de amigos durante uma festa no velódromo da USP, na Cidade Universitária, que fica no Butantã, zona oeste da capital. Seu corpo foi encontrado três dias depois na raia olímpica da universidade, localizada a menos de 100 metros do velódromo.

Procurado, o DHPP disse, por meio da assessoria de comunicação, que não comentará as novas informações, pois o caso corre em sigilo. O 25B-NBOMe havia sido incluído na lista de 21 novas drogas proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em fevereiro deste ano. 

Em nota, o órgão havia informado naquela oportunidade que as substâncias foram criadas “para burlar as listas de drogas ilícitas publicadas no mundo”. “Nenhuma delas tem utilidade como medicamento, são produtos que simulam efeitos semelhantes aos de outras drogas ilícitas já conhecidas, como ópio, heroína e LSD, que agem sobre o sistema nervoso central e podem provocar alucinações”, informou em nota o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Dúvidas. Apesar das novas informações trazidas pelos laudos e exames, para a família ainda há dúvidas sobre o que aconteceu. Uma delas é como o jovem chegou à raia, que tem uma cerca de dois metros de altura em toda a extensão e cuja entrada só é possível pelos quatro portões, mediante apresentação de identificação. “Como ele conseguiu entrar na raia? É o que queremos saber”, disse o advogado Ademar Gomes.

Nesta quinta-feira, o pai de Victor Hugo, o bancário José Marques Santos, reforçou a desconfiança sobre o uso de drogas pelo filho apontado pelo laudo. “Meu filho é uma pessoa que não trancava a porta do quarto, não tinha senha para a internet.”

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