Jovem morto em assalto a ônibus é enterrado em Taubaté

Estudante foi assassinado ao reagir depois que ladrões anunciaram assalto dentro do veículo na via Dutra

Simone Menocchi, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2008 | 19h20

O estudante universitário João Alexandre de Almeida Guilherme, de 23 anos, foi enterrado na tarde desta terça-feira, 20, no cemitério das Palmeiras. Ele foi morto dentro de um ônibus da empresa Pássaro Marrom, depois de reagir a um assalto, na noite de segunda-feira, 19, quando voltava pra casa dos pais, em Taubaté, no Vale do Paraíba.  Segundo testemunhas, dois jovens pararam o ônibus no quilômetro 245 da via Dutra, entre os municípios de Guarulhos e Arujá, e entraram no veículo fazendo brincadeiras e comendo churrasco no palito. Minutos depois foram para o fundo do ônibus e anunciaram o assalto. O estudante se assustou com a abordagem dos ladrões e ao tentar reagir levou um tiro no peito, caindo no meio do corredor. Diante do estudante morto os ladrões começaram a fazer novas ameaças contra os passageiros. Pediram para que todos fechassem as cortinas e caso o motorista desse algum sinal com o farol do ônibus, todos estariam mortos. "Nesse momento os ladrões foram para o banheiro onde estava outro passageiro e dispararam três tiros contra as costas dele. Foram cerca de dez minutos, os mais terríveis da minha vida", contou um dos passageiros, que pediu para não ser identificado.  Por sorte, os três disparos contra o homem que estava no banheiro falharam. "Ouvi o barulho, as pessoas colocaram a mão na cabeça e pensei que fosse morrer", contou, abalado, o passageiro, que também pediu para não ser identificado.  Depois de dez minutos os ladrões saíram do ônibus e ainda avisaram o motorista. "Olha, ali na frente, tem um telefone do SOS da estrada. Pára lá e chama socorro pra atender o pessoal aí". Mesmo nervoso o motorista seguiu com o ônibus e chamou por socorro. Os ladrões fugiram em outro veículo que acompanhou o coletivo durante todo assalto. João Alexandre cursava o primeiro ano de Engenharia Mecatrônica na cidade de Santo André e vinha para Taubaté, onde morava sua família, para uma entrevista de emprego. Ele foi enterrado nesta tarde no cemitério das Palmeiras. Amigos e parentes estavam revoltados, assim como os passageiros do ônibus, que pediram providências à empresa de transporte coletivo. "Se os ônibus tivessem câmeras, isso inibiria muito a ação de bandidos", disseram.  Amigos e parentes estavam revoltados, assim como os passageiros do ônibus, que pediram providências à empresa de transporte coletivo. "Se os ônibus tivessem câmeras, isso inibiria muito a ação de bandidos", disseram.  A direção da empresa Pássaro Marrom informou que levou o assunto às autoridades policiais e solicitou reforço do policiamento na estrada, para dar mais segurança aos motoristas e passageiros, principalmente na região da Grande São Paulo.

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