Jovem morta pelo ex em academia é enterrada no Embu

Acusado de ter assassinado a ex-namorada está preso; arma era alugada e dono do revólver também foi detido

Da Redação,

09 Janeiro 2009 | 12h53

Familiares e amigos acompanharam o enterro do corpo da recepcionista Marina Sanches Garnero, de 23 anos, no Cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes. Marina foi morta pelo ex-namorado, Marcelo Travitzki Barbosa, de 29 anos, na noite da quarta-feira, 7, na academia onde trabalhava como recepcionista. O enterro aconteceu no fim da manhã desta sexta-feira, 9, após o corpo ser velado no mesmo cemitério.   Foto: José Luis da Conceição/AE Familiares e amigos acompanham o enterro do corpo da jovem, que foi morta pelo ex-namorado   A arma usada no crime era alugada e o dono do revólver calibre 38 foi preso. O dono foi identificado como Bruno Wittmann Alves. A arma, que tem a numeração raspada, foi apreendida. Após matar a ex-namorada dentro da academia, Barbosa teria devolvido a arma ao dono.   Detido às 18 horas da quinta, entre a Avenida Ipiranga e a Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, o rapaz confessou ter matado Marina. Ele efetuou seis disparos. Cinco acertaram a vítima, no rosto, peito e costas.   Marcelo, que estava em liberdade condicional de uma pena por assalto em 2005, matou Marina às 21h51 na Academia Oxigênio, onde ela trabalhava. Após prestar depoimento no 7º Distrito Policial (Lapa), de ele seguiria para passar a noite no 91 º DP (Ceasa). Nesta sexta, será transferido para um Centro de Detenção Provisório.   Marcelo, que é formado em Direito e seria viciado em droga e álcool, se relacionou por quatro anos com a jovem. Parentes e amigos do rapaz disseram que o casal chegou a morar junto, até novembro. A família de Marina negou e afirmou que eles já estavam separados havia um ano e meio. "Pelo que sabemos ele não suportou vê-la beijando outro rapaz um pouco mais cedo, a ameaçou e voltou para matá-la", disse o advogado Stefenson Cardoso de Almeida, para quem Marcelo e o irmão Rodrigo, estudante de Direito, trabalharam como motoboy e estagiário, respectivamente. Antes de matar Marina, Marcelo bebeu por todo dia, desde às 10 horas.   O casal teve uma história conturbada. No início do namoro, em julho de 2005, ela registrou um Termo Circunstanciado (TC) contra ele por agressão. Três meses depois, em outubro, ele foi preso em flagrante ao roubar um Toyota Corolla e ameaçar três ocupantes, em Perdizes. Quando preso, Marina o visitava, disseram familiares e polícia.   A tensão entre o casal aumentou a partir de janeiro do ano passado, quando ele foi para o regime aberto. Marina registrou um TC e dois BOs por agressão. Ela dizia também sofrer ameaça. No dia 28 de novembro, Marina registrou representação, no 7º DP, e afirmou que rompera porque Marcelo era " bêbado, drogado". "Minha mãe não gosta dele, não tem futuro e (terminei), principalmente, porque não gosto mais dele", disse a recepcionista à polícia.   De acordo com o delegado-titular, Jair Vicente, ele foi intimado e faltou. Seria convocado novamente. "Mas não deu tempo." Vicente explicou que dois dias antes de representar contra Marcelo, Marina registrou ocorrência na 9ª Delegacia da Mulher. Ela não quis se beneficiar da Lei Maria da Penha, onde a vítima pode solicitar medidas de proteção preventiva. Vicente explicou que os crimes de ameaça são considerados menos ofensivos. "Ficamos de mãos atadas", disse o titular.   De acordo com o delegado, só juízes podem pedir medidas protetivas. "Isso costuma acontecer em casos de violência doméstica." O Tribunal de Justiça informou que, apesar dos TCs e dos BOs, a condicional não seria suspensa. Isso só poderia ter ocorrido se Marcelo fosse novamente condenado a uma pena privativa, esgotados os recursos.   (Com informações de Daniela do Canto, Felipe Grandin e Marici Capitelli, do Jornal da Tarde, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br.)

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