Paulo Saldaña/Estadão
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Jovem morta em atropelamento é enterrada em SP

Jéssica Bueno da Silva, de 22 anos, começaria em um novo emprego na quinta-feira, 21; motorista já foi identificado, mas não foi localizado ainda pela Polícia

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

20 Novembro 2013 | 18h59

SÃO PAULO - A jovem Jéssica Bueno da Silva, de 22 anos, que morreu atropelada no início da madrugada desta quarta-feira, 20, começaria em um novo emprego na quinta-feira, 21. Ela havia feito a entrevista na terça, 19, e havia sido aprovada para ser atendente de telemarketing, depois de seis meses sem trabalho.

O corpo de Jéssica foi enterrada na tarde desta quarta no cemitério Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Cerca de 100 pessoas, entre amigos e familiares, acompanharam emocionados a cerimônia.

Jéssica ia em direção a um ponto de ônibus por volta de meia-noite, quando foi atingida por um veículo na Avenida General Edgar Facó, na zona norte. Com o impacto, ela se chocou com o vidro do carro, que ainda avançou por 200 metros, de acordo com a polícia.

O veículo foi abandonado na Ponte do Piqueri. Os três ocupantes fugiram sem prestar socorro. Segundo a Polícia Civil, testemunhas disseram que Jéssica atravessou a via na faixa de pedestres. O carro teria vindo em alta velocidade, ignorando o semáforo vermelho.

Durante o enterro, a mãe da vítima, a costureira Solange Rodrigues, de 48 anos, pediu justiça. "Espero justiça. Que a polícia prenda o autor e que ele fique preso", disse ela.

Segundo Solange, Jéssica havia chegado em casa comemorando o novo emprego. "Ela era um pessoa muito feliz. Entrou em casa para se trocar para ir para o forró e depois eu não vi mais."

O motorista do carro, um Fiat Stillo amarelo modelo 2009, foi identificado pela polícia como o proprietário do automóvel, o autônomo Vagner Fraga Ferreira, de 28 anos. Ele ainda não foi localizado.

Ela era noiva de Geyvyson Alef, de 20 anos, com quem morava. Os dois estavam juntos na hora do acidente. Jéssica deixa uma filha de 4 anos.

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