Gabriela Biló / Estadão
Gabriela Biló / Estadão

Folião morre eletrocutado após encostar em poste de monitoramento

Tragédia aconteceu no domingo durante a passagem do bloco de rua Acadêmicos do Baixo Augusta, na região central da cidade

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2018 | 16h43
Atualizado 21 Fevereiro 2018 | 13h09

SÃO PAULO – O estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, morreu eletrocutado após encostar em um poste com câmeras para monitoramento de público instalado na esquina da Rua da Consolação com a Rua Matias Aires, no centro da cidade.

A tragédia ocorreu durante a passagem do bloco de rua Acadêmicos do Baixo Augusta.

Logo após o contato com o equipamento, o jovem sofreu uma descarga elétrica e desmaiou. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Responsável pela infraestrutura do carnaval de rua de São Paulo, a empresa Dream Factory lamentou o ocorrido com o estudante e reforçou que somente a perícia dos órgãos competetentes poderá informar se a causa da morte está ou não associada à instalação das câmeras da GWA System.

"Neste momento ainda não há esta confirmação. A empresa afirma que está à disposição para colaborar com as investigações", declarou a Dream Factory, em nota.

No poste em que o jovem foi eletrocutado foram instaladas duas câmeras para monitoramento de público pela empresa GWA System a pedido da Dream Factory. Procurada pela reportagem, a GWA System não foi localizada. 

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que está colaborando com a investigação da Polícia Civil e aguarda a conclusão da perícia sobre as causas do acidente.

"A CET esclarece que as câmeras instaladas no poste semafórico não pertencem à companhia. A CET não foi comunicada nem autorizou a instalação das câmeras no poste de sinalização."

O Departamento de Iluminação Pública (Ilume) informa que não recebeu pedido ou concedeu autorização para instalação de câmeras.

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