Jovem ferida passa 3 dias em córrego

Ela dormiu ao volante e carro caiu em ribanceira

CHICO SIQUEIRA , ESPECIAL PARA O ESTADO, SÃO JOSÉ DO RIO PRETO , O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2012 | 03h03

A comerciária Caroline Laila Soares, de 19 anos, foi resgatada no domingo à noite, após esperar, ferida, por socorro durante três dias, em um córrego às margens da Rodovia Elieser Montenegro Magalhães (SP-463), no trevo do município de Populina (SP), na divisa com Minas Gerais.

A jovem, que mora em Iturama (MG), foi visitar um amigo em Jales (SP) na noite de quinta-feira, quando dormiu no volante e perdeu o controle do carro. O Uno saiu da pista, capotou em uma ribanceira e caiu no córrego. A moça conseguiu se arrastar para fora do carro, mas fraturas e ferimentos a impediram de alcançar a pista e pedir socorro.

Ela bebeu água do riacho para sobreviver. No começo da noite de domingo, um funcionário de uma usina que estava na rodovia esperando um amigo ouviu os gritos e chamou o Serviço Móvel de Emergência. Bombeiros chegaram ao local às 20 horas.

Segundo a enfermeira Irislene Maldonado, a moça foi encontrada deitada no córrego, imersa até os ombros, com hipotermia, fratura na perna esquerda e hematomas por todo o corpo. "Estava muito debilitada e não sei como conseguiu sobreviver. A água estava muito fria", contou.

"Tivemos de usar técnicas de salvamento com rapel para retirar a mulher", disse o segundo-tenente Cássio Koitsi, comandante do Corpo de Bombeiros de Fernandópolis.

Segundo ele, o local onde a moça caiu, de uma altura de 10 metros, tinha pouca visibilidade por causa da mata. Com isso, ninguém viu o carro tombado verticalmente no córrego. "Ela também tinha pouca força para gritar."

Caroline seguia internada ontem na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Fernandópolis, mas estava fora de perigo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.