Jovem é morto por soldado dentro de batalhão da PM

Crime teria sido legítima defesa, segundo versão do policial; única testemunha do caso é colega do PM

Chico Siqueira, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2008 | 20h52

Um rapaz de 19 anos foi morto à queima roupa por um soldado dentro da companhia da Polícia Militar de Santa Fé do Sul, a 625 km de São Paulo, no extremo noroeste do Estado. O crime aconteceu na noite de segunda-feira, em plena sala do plantão policial. Uma colega do soldado Luís Antônio Curti, de 40 anos, acusado pelo disparo, era a única que estava no local quando o pintor de paredes Maílson Tiago da Costa, de 19 anos, foi atingido, no plantão na 4ª Companhia do 16.º Batalhão. De acordo com a versão da PM, o rapaz chegou à companhia, de bicicleta, por volta das 21 horas, e depois de entrar no prédio, ameaçou Curti com uma garrucha. O soldado, porém, teria sido mais rápido e atirado em Costa. O tenente Fernando Camargo Benitez, comandante da companhia, disse que um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para apurar o caso. Ninguém na cidade soube explicar o motivo pelo qual Costa foi armado até a companhia.  Vizinhos disseram que antes de sair de casa, Costa teria dito a mãe Ana Paula Barbosa: "mãe, amanhã você vai ver seu filho no noticiário". O delegado de Santa Fé, Hélio Molina Jorge, disse que um inquérito vai apurar os motivos do crime e laudos deverão comprovar se realmente o soldado atirou em legítima defesa, como alega a PM. O nome da policial testemunha do crime não foi revelado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.