Jovem é morto a facadas próximo ao Parque Ibirapuera

Marcos Vinícius de Souza, de 19 anos, chegou a ser socorrido por PMs, mas morreu minutos depois de ser agredido, no hospital

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2014 | 17h31

Atualizado às 9h05 do dia 17/11

SÃO PAULO - Um jovem foi morto a facadas na manhã deste domingo, 16, perto do portão 3 do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. O estudante Marcos Vinicius Macedo Souza, de 19 anos, chegou a ser socorrido por policiais militares, mas morreu no hospital minutos depois de ser agredido. A polícia suspeita de que o crime foi motivado por homofobia.

Segundo amigos da vítima, Souza era homossexual. Ele foi com um grupo de 25 amigos ao parque, onde há um ponto de encontro de grupos gays. O jovem estava sozinho no momento do crime. Ele foi encontrado ferido, com corte no tórax, na Avenida Pedro Álvares Cabral, por volta das 5h30.

De acordo com os policiais do 27.º Distrito Policial (Campo Belo), uma testemunha viu Souza em luta com o agressor. Ela contou que foi buscar ajuda e, quando voltou, encontrou Souza caído.

Ao perceber que o jovem estava ferido, um amigo da vítima chamou a PM. “Eu fui comprar cigarro e, quando voltei, um amigo veio gritando que o Vinícius estava embaixo da ponte”, contou a testemunha G.A.M., de 19 anos.

Segundo os amigos da vítima, nada foi roubado pelo agressor - Souza foi encontrado com sua carteira e seu telefone celular.

Os policiais socorreram o jovem, que teria sofrido duas facadas, ainda com vida. Em estado grave, ele foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com o relato dos médicos, uma das facadas atingiu seu coração. O agressor fugiu do local do crime.

Investigação. Policiais do 27.º DP pediram, na tarde deste domingo à Guarda Civil Metropolitana (GCM) imagens da câmera de monitoramento localizada no portão 3 do parque. Como o equipamento é móvel, há a possibilidade, porém, de a câmera não ter flagrado o crime. O outro equipamento mais próximo fica no Museu de Arte Contemporânea (MAC), antigo Detran, do outro lado da avenida, mas os policiais acreditam que ele dificilmente possa ter gravado o agressor.

Além da hipótese de crime homofóbico, a Polícia Civil investiga se Souza não se envolveu em alguma briga. Para os investigadores, a possibilidade de a vítima ter sido agredida por skinheads, que também frequentam o Ibirapuera à noite, é remota, uma vez que eles costumam agir em grupo.

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