Jovem é assassinado ao parar no McDonald's

Segundo a polícia, a vítima e o acusado haviam brigado em uma casa noturna momentos antes do crime

LUCIANO BOTTINI FILHO, TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2013 | 02h03

Um jovem de 18 anos foi morto a tiros no estacionamento do McDonald's na esquina da Rua Henrique Schaumann com a Avenida Rebouças, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, ontem de manhã. A polícia acredita que a vítima e o assassino haviam brigado em uma casa noturna momentos antes.

Imagens de câmeras de seguranças estão sendo usadas por investigadores para tentar identificar os autores do crime. Até o início da noite, porém, ninguém havia sido preso. Diego Ribeiro Cassas foi morto por volta das 6h30. A perícia constatou que ele sofreu quatro disparos: um na cabeça e três nas costas. Peritos ainda notaram que a vítima tinha ferimentos nas costas que podem ter sido causados durante a briga.

Testemunhas contaram à polícia que Cassas e seus amigos haviam discutido com o atirador e pelo menos mais uma pessoa em uma casa noturna da Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste. A briga teria começado depois que o grupo de Cassas mexeu com uma mulher que estaria com o outro grupo.

Perseguição. Os jovens se enfrentaram na frente da casa noturna, de acordo com a polícia. Cassas e três amigos resolveram deixar o local de carro. O atirador e um comparsa os perseguiram em outro carro. Pouco antes das 6h30, o jovem estacionou o carro no McDonald's. Duas pessoas se aproximaram dele. Após uma breve discussão, um homem sacou a arma e atirou quatro vezes no jovem.

Policiais que assistiram às imagens do estacionamento da lanchonete relataram que, antes dos disparos, os amigos de Cassas tentaram acalmar o atirador. Depois dos tiros, eles tentaram se esconder. Os dois homens fugiram em um Corsa Classic preto, segundo testemunhas. A polícia não informou se conseguiu descobrir a placa do veículo do atirador.

A polícia chegou a suspeitar que se tratava de um caso de latrocínio, o que foi descartado após os depoimentos de testemunhas.

Trabalhador. Alex Sandro, de 37 anos, que se identificou como padrinho da vítima, relatou que Cassas morava em São Mateus, na zona leste da capital, e trabalhava com o pai em uma fábrica de produtos de limpeza. "Era um menino direito, trabalhador", disse.

O McDonald's informou, por meio nota, que "está cooperando com as autoridades para o esclarecimento do caso." A unidade funcionou normalmente.

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