Jovem de Guarulhos inventou sequestro para se vingar do namorado

Menor de 16 anos, desaparecida por 39 dias, estava com traficante no Rio e contou farsa após ser agredida por ele, diz polícia

10 Outubro 2012 | 14h57

SÃO PAULO - A Polícia Civil do Rio concluiu que a jovem de 16 anos que disse ter sido sequestrada em Guarulhos, onde mora, e levada a um cativeiro em Itaguaí, no Rio de Janeiro, mentiu. Ela havia apresentado a versão de que fugiu no dia 4 de outubro do cativeiro, após 39 dias presa. Para a polícia, porém, ela quis se vingar do traficante que namorava depois de uma desavença e o acusou de um crime que não cometeu.

Michael Gouveia Ramos da Silva, o China, acabou preso por tráfico de drogas com seu comparsa, Emerson Luis Borges de Amorim, o Cabelinho. Anteriormente os dois haviam sido acusado também por cárcere privado.

O delegado Júlio César da Costa, titular da 50º DP (Itaguaí) confirmou que a adolescente inventou a história do sequestro. Ele instaurou inquérito contra ela para apurar falsa comunicação de crime e denunciação caluniosa. Segundo Costa, a menor fugiu de casa e estava tendo um relacionamento amoroso com China. Ela teria chegado a Itaguaí pegando caronas com caminhoneiros na estrada e conhecido o criminoso na cidade.

De acordo com a polícia, ela teria ficado com um rapaz em um baile funk na Favela da Ponte Preta. Depois de descobrir a traição, o traficante teria batido na adolescente e cortado seu cabelo. A jovem então se dirigiu a um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e contou a história do sequestro para se vingar.

Em contato com a mãe da menor, o delegado foi informado que a adolescente tinha problemas psicológicos e já havia fugido de casa em outras ocasiões.

Versão anterior. Antes de ser desmascarada, a adolescente sustentava que havia sido sequestrada enquanto caminhava por uma rua de Guarulhos, no dia 26 de agosto, junto de outra garota que desconhecia. As duas, segundo a versão da adolescente, foram colocadas no porta-malas de um carro e levadas para o Rio de Janeiro. As investigações apontaram que a outra jovem mencionada não existe.

Em depoimento, a adolescente chegou a dizer que foi mantida em cativeiro, abusada sexualmente por China e obrigada pelos traficantes a endolar drogas. Contou que fugiu quando os homens pararam em um bar com ela no carro, momento em que correu para uma trilha próxima e encontrou agentes da Polícia Rodoviária Federal.

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