Jovem de 21 anos manda matar toda a família

Padrasto e irmã morreram, mãe e outra irmã ficaram feridas; plano era ficar com herança

JOSÉ MARIA TOMAZELA / SOROCABA, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2011 | 03h01

O comerciante Yuri André de Souza Milani Barizon, de 21 anos, foi preso, acusado de encomendar a morte do padrasto, Daniel Liscosku, e da própria irmã, Raíra Cristina, de 14 anos, por causa de uma herança. Os dois foram mortos a tiros, no fim de semana passado, na chácara da família em Araçoiaba da Serra, interior do Estado. A mãe do comerciante, Sirlene, e outra irmã, Raíssa Cristina, de 18 anos, também foram baleadas, mas sobreviveram. Yuri nega as acusações.

Foi ele quem procurou a polícia na noite dos assassinatos para dizer que bandidos tinham invadido a chácara da família. De acordo com sua versão, ele chegava com o carro da mãe e foi recebido a tiros. Duas balas atingiram o carro, conforme mostrou aos policiais. Na casa, o casal e as duas jovens foram encontrados baleados, mas Sirlene e Raíssa estavam vivas e foram levadas ao Hospital Regional de Sorocaba.

Segundo o delegado Acácio Aparecido Leite, da Delegacia de Investigações Gerais de Sorocaba, as investigações levaram a Maico Milani, primo do comerciante, e a um amigo de ambos, Leandro da Costa. Eles disseram que foram aliciados por Yuri para matar as quatro pessoas. Os dois também estão presos.

Eles contaram que o comerciante estava inconformado porque a mãe havia iniciado um relacionamento com Daniel. O pai do rapaz morreu há alguns anos e a mulher se casara com outro homem. Ele temia que os bens da família fossem dilapidados pelo padrasto. A avó paterna de Yuri também teria deixado seus bens sob a administração de Sirlene. Yuri temia ser excluído da herança. Para simular um assalto, ele pediu que os dois comparsas atirassem no carro.

O comerciante e os atiradores tiveram a prisão temporária decretada. Eles foram levados nesta semana para o CDP de Sorocaba e vão responder por duplo homicídio qualificado. Nenhum deles tinha passagem pela polícia, mas, segundo o delegado, vinham de famílias desestruturadas. Sirlene e a filha já deixaram o hospital.

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