Jovem de 17 anos é agredido por skinheads no Tatuapé

Adolescente saía de festa quando foi confundido com punk; suspeitos deram uma garrafada no rapaz e fugiram

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2012 | 08h39

Um adolescente de 17 anos foi agredido na madrugada de sábado quando saía de uma festa de aniversário em um bar no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Segundo a vítima, os suspeitos são skinheads que o confundiram, por causa do penteado, com um integrante do movimento punk. Os responsáveis pelo ataque conseguiram fugir rapidamente.

A agressão aconteceu por volta das 3h30 na Rua Serra do Japi. O adolescente caminhava com amigos até o estacionamento onde tinham deixado o carro quando foi abordado por cerca de dez homens de cabeça raspada.

Segundo um cabeleireiro de 34 anos, colega de trabalho da vítima. os agressores abordaram o rapaz já perguntando se era punk (ele tem cabelo moicano, pintado de azul). Mesmo negando, o jovem foi agredido pelo grupo de skinheads. Por fim, ainda levou uma garrafada na cabeça, perdeu a consciência e desmaiou na calçada.

Um dos amigos do adolescente também foi agredido com socos e pontapés, quando tentava se proteger do bando.

A Polícia Militar foi chamada e encontrou o rapaz sendo socorrido por uma unidade de resgate. O adolescente foi levado até o Hospital Carmino Caricchio, também no Tatuapé, onde foi socorrido.

O caso foi registrado no 30.º Distrito Policial (Tatuapé) como lesão corporal consumada. O rapaz foi orientado a fazer uma representação criminal no prazo máximo de seis meses. Não foi informado se investigadores conseguiram imagens registradas por possíveis câmeras existentes nas proximidades do local da agressão.

Os agressores conseguiram fugir em carros não identificados pelas vítimas e, até as 20 horas de ontem, não tinham sido localizados pela polícia.

Histórico. Segundo a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), 17% dos boletins de ocorrência registrados no local, em 2011, foram por lesão corporal dolosa.

Denúncias por injúria (53%), ameaça (20%), constrangimento ilegal (3%) e outros (7%) também foram recebidas pela Delegacia de Crimes Raciais.

Em toda a área do 30.º DP, foram registrados 214 casos de lesão corporal dolosa até agosto deste ano (dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Segurança Pública)./ W.C.

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