José Augusto Nepomuceno

ARQUITETO RESPONSÁVEL PELA REFORMA DO PALCO DO TEATRO MUNICIPAL DE SP

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2011 | 00h00

1. Como está a reforma?

O projeto envolve uma equipe extensa de profissionais e tem velocidades de desenvolvimento muito particulares: instalação de estruturas novas, equipamentos, testes iniciais. Analisamos também o que na plateia pode ser atualizado para melhorar a acústica, como novas cortinas e novo tecido para as poltronas.

2. Quais os principais desafios da reforma?

Ser um prédio histórico; um palco com dimensões limitadas para uma concha acústica grande. A melhoria acústica entre fosso e palco tem sido um problema sério. Além disso, o Municipal é muito particular porque tem o formato de casa de ópera, mas funciona como um teatro multiuso.

3. Como o público perceberá as melhorias?

A diferença é um sistema de som projetado especialmente para o Teatro. Os artistas terão essa percepção nítida. O público ouvirá um som mais limpo.

4. O senhor se baseia em algum padrão internacional?

Em normas alemãs e inglesas, além de estudos computacionais e comparações com outros teatros.

5.Algo em comum com a reforma da Sala São Paulo, que o senhor também comandou?

A Sala São Paulo foi projetada especialmente para música sinfônica e construída no "vazio" do jardim da Praça Júlio Prestes, diferente do Municipal.

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