Jornalista diz que recebeu ameaças antes de ser baleado

Após o incidente, encarado como atentado, ele diz que é momento de mudar a pauta de suas matérias

24 de setembro de 2007 | 10h35

O jornalista Amaury Ribeiro Júnior, do 'Correio Braziliense', confirmou que recebeu ameaças dias antes de ser baleado, na semana passada, num bar na Cidade Ocidental, a 45 quilÔmetros de Brasília. Autor de uma série de reportagens sobre violência e tráfico de drogas no entorno do Distrito Federal, o repórter disse que estava à espera de um informante, quando sofreu o que acredita ser um atentado. "Eu já tinha sido avisado de que eles estavam atrás de mim", comentou. "Eu acho que me arrisquei demais ao voltar ao local. O que me levou lá foi a indignação", disse Amaury.   A informação foi dada em entrevista concedida ao programa 'Bom Dia Brasil', da TV Globo. O jornalista está sob proteção da polícia 24 horas por dia. A bala ainda está alojada no seu corpo. "Gente brincando de dar tiro à noite, tiroteio. Aquilo ali (no entorno de Brasília) virou uma festa. A morte virou sinônimo de diversão, uma banalidade", comenta ele, que tem mais de 20 anos de experiência como repórter investigativo.   O repórter está com um curativo na barriga, onde levou o tiro. Sobre o futuro, ela afirma acreditar que é hora de partir para outra cobertura, que não seja tráfico de drogas ou violência. "Eu acho que é o momento de pensar em outra pauta, outras reportagens. O que pude dar nesse caso eu já dei", desabafou.   A delegada Adriana Fernandes, que investiga o atentado contra ele, foi afastada do caso. Ela considerava que os disparos contra Amaury Ribeiro Junior eram uma tentativa de assalto, hipótese refutada pela Polícia Federal e pela Polícia Civil do Distrito Federal.

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