Johannesburgo vive o fim da festa

Ambulantes vendem menos, população vai retomando vida normal, mas africanos prometem festa na despedida

André Cardoso, enviado especial em Johannesburgo, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2010 | 00h00

A Copa do Mundo acaba no domingo e a África do Sul já entrou no clima de despedida. Principal cidade do país e palco da grande final, Johannesburgo não tem mais a efervescência nas ruas que marcou os primeiros dias da competição.

A realização da Copa contagiou os sul-africanos. Além de receber torcedores do mundo inteiro, a população local fez muita festa durante o evento. Mas, a essa altura do campeonato, o entusiasmo está longe de ser o mesmo. Aos poucos, os sul-africanos vão retomando a rotina, enquanto o número de visitantes diminui diariamente. Em Johannesburgo, mesmo com a final se aproximando, as concentrações de torcedores estrangeiros são cada vez menores.

A eliminação precoce da África do Sul, que não passou da primeira fase da Copa, contribuiu para esfriar o clima festivo. Depois, os sul-africanos chegaram a torcer pelas seleções do Brasil e de Gana, mas ambas ficaram pelo caminho.

Nas ruas de Johannesburgo, vendedores ambulantes já não investem mais somente em produtos relacionados ao Mundial. Muitos trocaram as bandeiras das seleções e as vuvuzelas por mercadorias que não são ligadas diretamente ao futebol.

O alagoano Fernando Teixeira viajou para a África do Sul com a mala repleta de camisas da seleção brasileira para poder vender aos torcedores estrangeiros. Com a eliminação do Brasil já nas quartas de final, o produto ficou encalhado. "Estou dando 50% de desconto, mas ainda vai sobrar camisa", contou.

O barulho das vuvuzelas já não é mais tão frequente. Mas os sul-africanos prometem uma grande festa de despedida na final de domingo, no Soccer City.

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