Jogador de futebol pega 22 anos por matar ex

Janken Ferraz Evangelista foi condenado por assassinar Ana Cláudia Melo da Silva com 14 facadas em 2009; filho do casal estava no local do crime

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2011 | 03h02

O ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, de 31 anos, foi condenado ontem a 22 anos de prisão por matar a facadas a ex-mulher, Ana Cláudia Melo da Silva, de 18, em 22 de março de 2009. O filho do casal, então com 1 ano de idade, estava no local quando a mãe foi morta.

O crime foi no apartamento de Ana Cláudia, no Jardim da Saúde, zona sul da capital paulista. A vítima, Evangelista e o filho do casal haviam acabado de voltar de um jogo entre Corinthians e Santos quando o ex-jogador atacou a vítima após uma discussão. Ana Cláudia morreu após levar 14 facadas. Na mesma noite, câmeras do prédio registraram Evangelista saindo do imóvel com o filho do casal. Na época, ele e Ana Cláudia brigavam pela guarda do menino.

Três dias depois, a polícia deteve Evangelista na casa da mãe dele, em Teixeira de Freitas, na Bahia. Ele disse ter discutido com a jovem após flagrá-la conversando no celular com um jogador de futebol. O acusado alegou que havia sido atacado por Ana Cláudia e a matou em legítima defesa.

Depois de três dias de sessões, que totalizaram 30 horas no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, o julgamento terminou ontem às 19h50. Os jurados consideraram que Evangelista agiu por motivo torpe, que o crime foi cometido por meio cruel e o acusado dificultou a defesa da vítima, ou seja, o crime foi triplamente qualificado.

Pena. Do total da pena, 21 anos são pelo homicídio e 1 ano é pelo furto do celular de Ana Cláudia após sua morte.

O Ministério Público também havia pedido a condenação do ex-jogador por subtração de incapaz, porque Evangelista tirou o filho do apartamento, mas o júri o absolveu dessa acusação.

O juiz Marcelo Augusto Oliveira decidiu negar o direito de Evangelista a recorrer da sentença em liberdade.

"Vale acrescentar que após o crime o réu evadiu-se para outro Estado e somente foi preso após mobilização da polícia para prendê-lo, sendo de extrema necessidade sua prisão para garantir a aplicação da lei", disse o juiz.

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