Jobim vai ter encontros mensais com cúpula da Segurança do Rio

Ministro da Defesa definirá hoje detalhes da ocupação; ele não quis estipular prazo para a[br]saída dos militares

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2010 | 00h00

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, define hoje com o comando do Exército os detalhes "técnicos e operacionais" da ocupação dos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio. A previsão de Jobim é de que, até o dia 21, o comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista, general de brigada Fernando Sardenberg, seja efetivado no comando do Exército e da Polícia nas operações no conjunto de favelas.

O ministro não quis estipular uma prazo para a saída dos militares da região. "Uma operação desse tipo tem de ser flexível", declarou.

Para viabilizar a ocupação, o governo do Rio estima um prazo de pelo menos sete meses para formar cerca de 2 mil homens, que atuarão em uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região. Jobim afirmou que passará a ter encontros regulares com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Estado para avaliar o andamento da missão. "Agora vamos fazer uma avaliação mensal para decidir os rumos", disse.

Questionado sobre a polêmica a respeito de uma possível inconstitucionalidade da operação na cidade, Jobim respondeu que conhece bem a constituição e defendeu que a atuação do Exército respeitará as funções de "garantia da lei e da ordem" prevista para as Forças Armadas. Os soldados, segundo ele, terão atribuições de patrulhamento, revista e prisão em flagrante. Busca e apreensão continuarão como atribuições das Polícias Militar e Civil. Para o ministro, a discussão sobre a atuação do Exército é "ideológica" e "acadêmica". / COLABOROU NICOLA PAMPLONA

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