Jobim e Serra discutem PPP de R$ 3,38 bi para Cumbica

Verba deveria ser usada no Expresso Aeroporto, na terceira pista de Cumbica e no novo terminal de passageiros

Eduardo Reina, do Estadão,

27 de julho de 2007 | 17h50

O governador de São Paulo, José Serra, anunciou no final da tarde desta sexta-feira, 27, um pacote de sugestões do governo do Estado e da Prefeitura para o desafogamento do movimento no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.  A principal sugestão feita por Serra e Kassab é a criação de uma Parceria Público Privada (PPP), com investimento de R$ 3,38 bilhões, entre recursos do governo federal, do governo do Estado e da iniciativa privada, direcionados para a ampliação do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e a criação de uma área de escape em Congonhas. A proposta será encaminhada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, para a avaliação do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), na segunda-feira, 30.  Segundo Serra, a prioridade casada do projeto seria a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, a construção do Expresso Aeroporto, ligando a capital paulista à cidade, e a ampliação do terminal de passageiros de Guarulhos, que poderia receber uma parte dos 7 milhões de passageiros/ano excedentes de Congonhas. De acordo com o governador, segundo as expectativas da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, o Expresso Aeroporto estaria pronto "se for feito com pressa, em 2010". Serra defendeu também a implantação de uma pista expressa para ligar a Rodovia dos Bandeirantes ao aeroporto de Viracopos, em Campinas. Para o futuro, o governador propõe que essa pista seja prolongada até a capital paulista, em paralelo à Rodovia dos Bandeirantes.  "O Aeroporto de Viracopos é o que tem o maior potencial de expansão no Estado", disse, ressaltando que a médio prazo a ligação ferroviária até o local também poderia ser utilizada. Para aumentar a segurança, Serra declarou ser necessário construir uma área de escape no entorno do Aeroporto de Congonhas, a médio prazo. Ele afirmou que a Prefeitura apóia a proposta, mas que a responsabilidade para colocá-la em prática é da Infraero. "Congonhas é uma espécie de porta-aviões", opinou. O governador disse que a reunião com Jobim foi bastante positiva e que o ministro é uma pessoa preparada e competente para gerir o Ministério. "Esperamos que ele possa reorganizar o setor aéreo a curto, médio e longo prazos e que possa encontrar soluções de segurança, conforto e deslocamento para os passageiros", finalizou. Anualmente, Congonhas recebe 18 milhões de passageiros, mas tem capacidade para 12 milhões. Uma parte desse contingente iria para Cumbica e a outra, segundo Jobim, deve ser desviada para Viracopos, na região de Campinas. Segundo o governador, a parceria vai envolver investimentos na ordem de R$ 580 milhões por parte do governo federal e R$ 1,5 bilhão por parte do governo do Estado  e R$ 1,3 bilhão da iniciativa privada. Guarulhos e Viracopos são tidos como as principoais alternativas para desafogar o movimento em Congonhas – que recebe 18 milhões de passageiros por ano e deverá receber, com o pacote do governo federal para a aviação civil, 12 milhões por ano.  (Colaborou Anne Warth, da Agência Estado)

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