Jobim: desapropriação para Congonhas é ônus do crescimento

Ampliação das pistas do aeroporto paulistano não é bem vista por moradores dos arredores di terminal aéreo

Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2008 | 20h13

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta sexta-feira, 7, que as desapropriações previstas para a ampliação da pista do Aeroporto de Congonhas representam "o ônus do desenvolvimento". "Ou continuamos com algo em que não podemos otimizar a segurança, ou, se precisamos, é evidente que há sempre o sacrifício de alguns setores", declarou o ministro. Veja também: Serra e Kassab negociam ampliação de Congonhas com Jobim Segundo Jobim, a área a ser desapropriada ainda não foi definida. "As desapropriações dependem da necessidade da pista, e não está definido o nível de ampliação", disse. "O que acertamos com o governo de São Paulo definitivamente é que a ampliação da pista visa à segurança." O ministro não citou prazos. "Toda desapropriação cria problema. Isso é o ônus do desenvolvimento." Jobim também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "já decidiu" que o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, será privatizado. Segundo ele, o estudo sobre o modelo de concessão a ser adotado deverá estar concluído até abril. "Aí vamos caminhar para a privatização." O Aeroporto de Viracopos e a eventual construção de um novo aeroporto em São Paulo também deverão ser concedidos ao setor privado. Sobre o posicionamento do presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, que é contrário à privatização e na segunda-feira anunciou investimentos de R$ 600 milhões no Tom Jobim até 2010, o ministro declarou: "É uma decisão política que envolve o alto escalão do governo. O presidente já decidiu. Agora cabe às empresas se ajustarem a isso."

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