João Gilberto terá de sair de apartamento no Leblon

Irritada com a proibição imposta por ele à entrada de funcionários, dona do imóvel alugado entrou com ação de despejo

Márcia Vieira / RIO, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2011 | 00h00

O sempre discreto João Gilberto, que vive recluso no Rio, vai ter de sair da toca. A milionária italiana Georgina Maria Natividade Faucigny Bandolini d"Adda, dona do apartamento onde ele mora há 15 anos na quadra da praia do Leblon, entrou com uma ação de despejo na 24.ª Vara Cível do Rio.

Segundo o advogado dela, Paulo Roberto Moreira Mendes, Georgina pediu o apartamento de volta em dezembro. A princípio, João teria aceitado sair, mas depois mudou de ideia.

Até ontem, João Gilberto não havia recebido a intimação do oficial de Justiça. O apartamento que ele aluga por R$ 8 mil fica numa rua nobre, no fim do Leblon. Tem quatro quartos e duas salas, distribuídos em 200 metros quadrados. Fica no 13.º andar de um edifício de 15 andares, com quatro apartamentos por andar. A ação de despejo é baseada no fim do último contrato de aluguel, assinado em 1.º de julho de 2005, e na Lei do Inquilinato, que permite ao proprietário pedir o imóvel de volta no fim do contrato.

Georgina não tem intenção de morar no Rio, mas ficou chateada com os empecilhos que João impõe à entrada de pessoas estranhas no apartamento, mesmo que sejam profissionais para realizar obras. Na ação, ela pede que João seja também condenado a pagar as custas do processo, não inferiores a 20% do valor da causa, que é de R$ 84 mil.

Rotina. João Gilberto raramente é visto no prédio. Ele costuma tocar violão durante a madrugada e sai pouco de casa. Quando deixa o apartamento, usa um táxi que para dentro da garagem do prédio. João completará 80 anos em junho.

Esse é o primeiro processo de que se tem notícia contra João por razões não profissionais. O mais comum na vida do músico baiano são disputas judiciais provocadas por sua ausência em shows, após alegação de falta de condições técnicas para se apresentar.

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