Joalheria do Ibirapuera é assaltada pela 2ª vez

Roubo ocorreu segunda-feira na Sayegh Joalheiros e três mulheres foram feitas refém; quatro bandidos participaram do crime, nenhum foi preso

BRUNO PAES MANSO, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h04

Quatro pessoas roubaram na tarde de anteontem a Sayegh Joalheiros, loja especializada no comércio de diamantes do Shopping Ibirapuera, na zona sul. O crime ocorreu por volta das 13h. Os ladrões fizeram três mulheres reféns e depois conseguiram escapar. Ninguém ficou ferido.

Foi a segunda vez que uma loja da rede foi assaltada neste ano. O primeiro roubo ocorreu na unidade do Shopping Morumbi, em 2 de janeiro. Na ocasião, dois dos quatro ladrões que invadiram a joalheria foram presos em um carro quando tentavam fugir. Em 2012, a mesma joalheria do Shopping Ibirapuera havia sido assaltada, também por quatro ladrões que conseguiram escapar.

No crime de anteontem, os quatro bandidos invadiram a loja do Ibirapuera e renderam três funcionárias que trabalhavam no local. Segundo a representante da loja, de 58 anos, que prestou depoimento à polícia, ela estava no fundo do estabelecimento, onde o cofre da joalheria fica isolado da área de vendas por uma porta, quando um dos criminosos bateu na porta segurando duas funcionárias.

O ladrão exigiu que a sala e o cofre fossem abertos. Depois de entrar no local, o homem mandou a vendedora encher um saco que ele trazia no bolso da calça com as joias do cofre. Um outro ladrão entrou na sala para ajudar o comparsa. Funcionários da joalheria não souberam estimar o total do prejuízo.

A funcionária que prestou depoimento à polícia foi levada pelo ladrões arrastada pela blusa. Perto dos quiosques do shopping, a vendedora se jogou no chão e acabou sendo deixada para trás pelos bandidos. Para saírem do shopping, no entanto, eles tomaram como refém uma outra mulher, que estava com a filha. Ela só foi solta na Rua Jurupis, vizinha ao Ibirapuera. Segundo testemunhas, depois que os bandidos foram embora, ela voltou para buscar a filha.

Seguranças. A representante da loja disse que, quando estava no chão, viu outro ladrão arrastando uma segunda funcionária até a porta do shopping. Testemunhas contaram que os seguranças privados assistiram a toda a ação e nada fizeram.

Um segurança de 30 anos prestou depoimento à polícia. Ele confirmou que viu uma movimentação estranha. Segundo afirmou, um homem tentava entrar à força numa área da joalheria restrita a funcionários. Ele disse que acionou o alarme e chamou a polícia. E disse não ter ido ao local do crime porque não estava armado. O Estado não conseguiu contato ontem com a Sayegh.

A assessoria de imprensa do Shopping Ibirapuera informou que está ajudando a polícia na apuração do caso e informou que não houve "tumultos nem vítimas".

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