Jetons de secretários custam R$ 2,1 mi ao ano

O projeto aprovado pela Câmara vai implicar aumento real de salário para 20 dos 27 secretários e, só com eles, gasto extra para os cofres públicos de R$ 2,3 milhões ao ano - sem o 13.º salário. O discurso inicial de Gilberto Kassab (sem partido) era de que tudo ficaria "como está", só oficializando vencimentos.

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2011 | 00h00

A explicação do prefeito era de que hoje o salário dos secretários é complementado pelos jetons (remunerações extras por reuniões) que cada um recebe nos conselhos das empresas municipais - cada cargo acumulado rende R$ 6 mil a mais por reunião. Segundo Kassab, os secretários continuariam nos conselhos, sem remuneração.

Entretanto, apenas 14 dos 27 secretários participam de conselhos. Os outros 13 cargos, portanto, terão aumento integral de R$ 13,7 mil. Além disso, só sete dos que recebem jetons têm salário acima dos R$ 19,4 mil - todos os outros ganham menos que isso, o que significa que também poderão ter aumento real nos vencimentos.

No total, são gastos hoje R$ 2,1 milhões por ano de jetons com secretários. Para chegar a esses números, o Estado tabelou todos os vencimentos.

Doação. No fim de semana, o prefeito declarou que vai doar a diferença do reajuste para o Hospital AC Camargo, especializado em câncer. Kassab, entretanto, não disse se vai doar a diferença quando seu salário saltar em janeiro para R$ 24 mil. "O prefeito é um cara de pau, falou que ia doar um dinheiro que já estava entrando no seu caixa", disparou o vereador Adílson Amadeu, líder do PTB, durante a votação de ontem na Câmara.

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