Jet ski que atropelou menina na Baixada Santista será periciado em SP

Embarcação será levada ao Instituto de Criminalística da capital; pedreiro reitera ter visto meninos no veículo

Reginaldo Pupo, Especial para o Estado, texto atualizado às 19h30

27 de fevereiro de 2012 | 18h40

SÃO PAULO - A perícia no jet ski que atropelou e matou a menina Grazielly Almeida Lanes, de 3 anos, no dia 18 deste mês, na Praia de Guaratuba, na Baixada Santista, foi adiada. A análise que seria feita nesta segunda-feira, 27, será realizada no Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo. A mudança atende ao pedido feito pelos peritos da região, que alegaram que o IC tem mais estrutura.

A embarcação será encaminhada para a capital paulista entre hoje e esta terça-feira, 28. Ainda não há data para a realização dos exames, que devem apontar se o jet ski apresentou falha mecânica ou se houve falha humana.

O jet ski acionado por um adolescente de 13 anos está registrado em nome da Central de Energia e Tratamento de Reciclagem da Amazônia Ltda., que seria de propriedade de José Cardoso, padrinho do adolescente. Em depoimento, o adolescente assumiu que ligou a embarcação e teve autorização de Cardoso para usar o aparelho.

Os padrinhos do menino suspeito de comandar o jet ski prestaram depoimento na noite deste domingo, 26. José e Ana Cardoso negaram ter autorizado ou emprestado o jet ski para o garoto. Por volta das 18 horas de hoje, o delegado que investiga o caso aguardava a chegada de uma testemunha para depor.

Depoimento. Mais uma testemunha sobre o caso da menina Grazielly prestou depoimento hoje. Após às 18 horas, o pedreiro Luis Pereira entrou na delegacia de Bertioga. Ele disse que estava trabalhando em uma obra localizada nos fundos do condomínio de luxo onde o adolescente suspeito de pilotar a embarcação que atropelou Grazielly estava hospedado.

Ele disse que viu quando dois garotos estavam em cima do jet ski empinando a embarcação, momento em que o aparelho se desprendeu deles. O pedreiro que trabalha há dois meses na obra disse ter visto um adulto junto dos rapazes. Esse adulto, apontado possivelmente como o caseiro Erivaldo Francisco de Moura, teria levado o equipamento para os jovens.

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