Jd Novo Portugal: remoção até 2013

As 400 famílias discutem o valor das indenizações

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h03

Depois de mais de 20 anos de imbróglio, o Jardim Novo Portugal, às margens do aeroporto, levou um ultimato. A Concessionária Aeroporto de Guarulhos está frequentando as audiências dos moradores com a Justiça Federal e acredita que o bairro seja desapropriado até o começo de 2013. O prefeito Sebastião Almeida (PT) também foi direto: "Vai sair, sem discussão." Segundo a concessionária, as 400 famílias devem sair "por segurança".

Ouvidos pela reportagem, porém, os moradores dizem temer valores baixos de indenização. "Quem tem documentação, escritura e tudo, não deve ter problemas em optar pela indenização. Quem não tem é que vai receber a proposta de um valor mais baixo. Para esse morador, queremos construir casas", diz o prefeito. Para tanto, Almeida afirma querer fazer habitações populares no bairro de Lavras, bem próximo do Novo Portugal.

No bairro, todo mundo já sabe que vai sair. "Mas onde vou conseguir outro terreno para três casas?", pergunta a desempregada Rosângela Barbosa Lopes, de 31 anos. A dona de casa Sandra Fagundes, de 41, concorda. "Quero saber se o dinheiro dará para comprar uma casa de cinco cômodos como a minha."

Segundo a Justiça Federal, as próximas audiências serão entre os dias 15 e 26 de outubro. Depois, os peritos vão passar nas casas, fazendo as avaliações para chegar aos valores de indenização. /N.C.

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