Jd. Edite: atrasa conjunto para ex-moradores

As obras de oito torres de habitação popular em Campo Limpo, zona sul de São Paulo, estão atrasadas e a Prefeitura não avisou os futuros contemplados, alguns deles ex-moradores da favela do Jardim Edite, também na zona sul. A promessa da Prefeitura era entregar neste mês - e nada ocorrerá antes de fevereiro.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2010 | 00h00

Ex-moradores reclamam que a Prefeitura atrasou o auxílio aluguel - a administração nega. O benefício de R$ 300 é pago a famílias removidas de áreas de risco ou de terrenos onde serão construídos conjuntos habitacionais. "Meu último pagamento foi em 5 de setembro. Pagaram R$ 600, para setembro e outubro", diz a auxiliar de escritório Maria Neide dos Santos, de 34 anos. O auxílio costuma ser pago de seis em seis meses, mas como a entrega era para novembro alguns beneficiados receberam só o valor de dois meses.

As famílias do Jardim Edite foram removidas no âmbito da Operação Urbana Água Espraiada. No lugar da favela, serão construídas moradias populares e a operação vai financiar o túnel que ligará a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes.

Quem depende do auxílio reclama da indefinição de quando o receberão. "Mas o dono do imóvel não espera", diz a aposentada Zuleide dos Santos, de 62 anos.

A Sehab afirma que não há atrasos. Ressalta, ainda, que todos receberão o auxílio pelo tempo necessário. O conjunto em Campo Limpo, de 438 apartamentos, é da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, mas vai atender famílias indicadas pela Prefeitura. As primeiros 140 unidades devem ficar prontas em dezembro, mas a parte reservada para o Jardim Edite está prevista apenas para fevereiro.

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