Jazigo desaba sobre coveiro em Ferraz de Vasconcelos

Funcionário perdeu o movimento da mão até ser libertado pelos bombeiros e levado de helicóptero a um hospital na zona leste da capital

André Cabette Fábio, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2013 | 13h02

SÃO PAULO - Apesar do clichê dos filmes de terror, um cemitério pode ser um local arriscado em plena luz do dia e sem desafiar as leis da física - muito pelo contrário. Uma parede ruiu sobre um coveiro enquanto ele cavava sob um jazigo na manhã desta quinta-feira, 25, em Ferraz de Vasconcelos, na Região Metropolitana de São Paulo. Seu braço esquerdo ficou preso e ele perdeu o movimento da mão até ser libertado pelos bombeiros e levado de helicóptero a um hospital na zona leste da capital.

José Dilson Cardoso da Silva, de 43 anos, preparava uma cova dentro de um jazigo familiar com cerca de um metro de altura no Cemitério da Saudade de Ferraz de Vasconcelos às 8h5. Uma parede da estrutura de tijolos de 1954 desabou então sob seu braço esquerdo, imobilizando-o. "Por causa da umidade, a parede era menos rígida e caiu", conta o administrador da instituição, José Carlos da Silva. Cardoso preparava o espaço para um enterro que aconteceria às 11h.

No momento, ele perdeu o movimento da mão, apesar de ela não ter sido soterrada, mas permaneceu lúcido até a chegada dos bombeiros, que o liberaram. De lá, foi transportado pelo Helicóptero Águia da Polícia Militar ao Hospital Santa Marcelina, em Itaquera. Foi diagnosticada uma luxação em seu braço, mas ele passa bem. "Estamos dando apoio à família. Se houver necessidade de medicamentos, a Prefeitura irá pagar", afirmou o administrador José Carlos.

Ele explicou que a família da pessoa para quem José Dilson preparava a cova transferiu o enterro para um outro cemitério no qual também tem um jazigo.

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