Jato derrapa, fere 2 e fecha Congonhas por 1h20

Avião parou em terreno vazio que fica entre o aeroporto e a Avenida dos Bandeirantes

VALÉRIA FRANÇA, BRENO PIRES, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2012 | 02h06

Um avião modelo Cessna Citation CJ3, prefixo PR-MGR, derrapou e saiu da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, ao tentar pousar em São Paulo às 17h27 de ontem. O acidente ocorreu na pista auxiliar. A aeronave parou em um terreno vazio entre o aeroporto e a Avenida dos Bandeirantes. Por causa do acidente, o tráfego em Congonhas foi interrompido por 1h20, até as 18h41.

O avião de pequeno porte pertencia à empresa Tropic Air Táxi Aéreo, com sede em Porto Seguro, na Bahia. O voo vinha de Florianópolis e levava três pessoas a bordo. O piloto e o passageiro ficaram levemente feridos e foram encaminhados aos Hospitais das Clínicas e Santa Paula. O copiloto não se feriu.

Logo depois de a aeronave derrapar, duas equipes de emergência se dirigiram ao local do acidente para jogar espuma na pista e no terreno onde o avião parou para evitar explosões. A parte traseira da aeronave ficou partida.

A Agência Nacional de Aviação (Anac) informou que o jato estava com a manutenção em dia - ela foi feita recentemente e tinha prazo de validade até 1.º de novembro de 2013. O certificado de aeronavegabilidade do avião também estava em dia, com validade até 14 de novembro de 2013.

Onze voos que chegariam a São Paulo durante o período de interdição de Congonhas foram alternados - quatro seguiram para Guarulhos e os demais se dividiram entre Galeão, no Rio, e Confins, em Minas.

Segundo a Infraero, a investigação do caso será feita pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A empresa ontem afirmava ainda não ser possível dizer quais haviam sido as causas do acidente.

O trânsito ficou moroso nos arredores do aeroporto, onde duas pistas da Avenida dos Bandeirantes chegaram a ser bloqueadas. Muitos curiosos pararam para ver a movimentação dos bombeiros e das ambulâncias. Interditadas logo após o acidente, as faixas da via só foram liberadas às 19h30, quando o trânsito se normalizou.

Segundo a Infraero, dos 173 voos programados para Congonhas até as 20h de ontem, 33 (19,1% do total) estavam atrasados e 18 (10,4%) haviam sido cancelados. Nem todos os atrasos e cancelamentos eram decorrência do acidente.

Segurança. O secretário geral do conselho consultivo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, José de Anchieta Hélcias, disse que as discussões sobre o aumento da segurança em Congonhas, iniciadas principalmente depois da tragédia da TAM, em 2007, não avançaram.

A proposta era para que as cabeceiras da pista fossem aumentadas em 600 metros - 300 em cada extremo. A pressão de moradores e associações de bairros dos arredores fez com que a proposta fosse engavetada em 2010. "Mas não se pode dizer que a pista de Congonhas é insegura", disse. / COLABORARAM BRUNO PAES MANSO e NATALY COSTA

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