Jardim Pantanal terá dique para evitar alagamentos

Jardim Pantanal terá dique para evitar alagamentos

Sistema de bombeamento de água é semelhante ao que existe na Holanda; obra tem [br]custo inicial de R$ 60 mi

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

24 Março 2010 | 00h00

O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo definiram uma solução para as enchentes no Jardim Pantanal, na zona leste. Será construído um dique de 1.400 metros junto com um canal e um pôlder para escoar a água para a várzea do Rio Tietê. Sobre esse dique com 14 metros de largura ficará a estrada que circundará o Parque Várzeas do Tietê, o passeio para pedestres e a ciclovia. O parque está em construção.

A água que será captada nos bairros antes do dique será escoada pelas galerias nas ruas até um canal que ficará paralelo ao dique até desaguar numa espécie de grande reservatório.

A água será jogada de volta para o outro lado, no Rio Tietê, por bombas elétricas. O reservatório ficará em área de várzea na divisa com a cidade de Itaquaquecetuba. Ficará ao lado do CEU Três Pontes, no final da Rua Capachós. O bombeamento de água de um nível mais baixo para um mais alto é chamado pôlder. É similar ao dos Países Baixos, onde moinhos movimentavam a máquina de bombear a água.

A localização do dique, de acordo com a secretária de Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena, tem como base o que é chamado de linha de enchente e ficará a cerca de 50 metros da margem do Tietê. "As chuvas dos últimos meses foram acima do normal, o que ajudou a aumentar o problema. Mas a crista do dique tem segurança acima de 100 anos", garante a secretária.

Essa linha toma como parâmetro as chuvas mais fortes dos últimos 25 anos e o limite da inundação dentro da várzea. A capacidade é para segurar as inundações fortes nos próximos 100 anos. "O dique terá elevação pequena, mais ou menos 1m, 1,5m de altura, depende da localização." Pelo projeto, pode chegar em algum ponto a até 4m de altura.

"Não é possível retirar todas as famílias dos bairros já consolidados. Vamos retirar aqueles moradores dos locais em que houve aterro ilegal e que estão muito próximos das margens do Tietê", afirmou Dilma.

Os 1.400 metros de dique e o pôlder na margem do Tietê têm custo inicial de cerca de R$ 60 milhões. Para a construção da barragem será necessário fazer desapropriações. O cálculo inicial prevê retirada de cerca de 800 famílias.

Canalização. O muro começa na Rua Manajós, no Jardim Helena, e circunda os bairros até a divisa com Itaquaquecetuba, no Córrego Três Pontes. Nesse córrego serão construídos mais 300 metros de muro (entre 0,8m e 1m) de concreto dos dois lados do curso d"água, como se fosse uma canalização.

O objetivo também é construir mais 800 metros do dique na margem do Tietê em Itaquaquecetuba, mas ainda é preciso concluir convênio com a prefeitura local. Com a administração paulistana já estaria tudo resolvido, segundo o governo estadual.

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