Jaguari só resolve 50% do problema do Cantareira

SÃO PAULO - Conforme cálculo do engenheiro Francisco Lahóz, secretário executivo do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) - de onde sai a água do Cantareira -, os 5 mil litros de água por segundo a mais que a transposição da Represa Jaguari, em Igaratá, pode render só metade daquilo que a Grande São Paulo precisaria ter produzido para atender ao crescimento vegetativo populacional nos últimos dez anos.

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

22 Março 2014 | 16h37

"A Grande São Paulo cresceu 1% ao ano, nesse período - quase 2,2 milhões de pessoas. Só com isso, eles deveriam produzir mais 10 mil litros de água por segundo, o que não se fez", explicou Lahóz.

Estudo da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos aponta que, enquanto a demanda por água na Bacia do Alto Tietê crescerá 14% de 2008 até 2025, nas cidades das bacias do PCJ a alta será de 39,3%. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, afirmou que o Estado fez sua parte. "Nos últimos 15 anos aumentamos em 17 mil litros por segundo a produção na Grande São Paulo."

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