Werther Santana/estadão
Werther Santana/estadão

Jaguaré: uma das muitas caras de São Paulo

Perfil demográfico do distrito é muito parecido com as médias registradas na cidade, segundo o IBGE

O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2015 | 14h11

O Jaguaré ("lugar onde existe onça", em tupi-guarani) é bairro e distrito da extrema zona-oeste da cidade, na divisa com Osasco. São cerca de 50 mil habitantes que vivem no próprio Jaguaré e também no Centro Industrial Jaguaré, no Conjunto Butantã, no Parque Continental e nas vilas Graziela, Jaguaré e Lageado.

O lugar surgiu como loteamento planejado na década de 1930, a fim de concentrar indústrias de um lado e casas de operários do outro. Era para ter também um parque, que nunca saiu do papel – em seu lugar começou a surgir entre 1960 e 1970 a favela Vila Nova Jaguaré, atualmente uma das maiores da cidade, com mais de 12 mil habitantes.

A construção da ponte do Jaguaré, na década de 40, estabeleceu conexões importantes com os bairros “do outro lado do rio”, como Vila Leopoldina e Lapa, e ajudou a consolidar o perfil industrial da região. O Mirante do Jaguaré, inaugurado em 1943, é um ponto de referência para os moradores.

A cara de São Paulo. Passando por um “boom” imobiliário e um fortalecimento do setor de serviços, o Jaguaré é considerado “a cara de São Paulo”, porque, segundo dados do IBGE divulgados no Censo Demográfico de 2010, os índices do distrito são os que mais se aproximam das médias registradas em toda a cidade. Exemplos: a renda por domicílio é de R$ 3,6 mil (na capital é de R$ 3,5 mil), 19,2% dos moradores são casados (igual) e 26,5% têm menos de 18 anos (em São Paulo, 26,7%).

A região é cortada por inúmeros pontos de ônibus e atendida pela Linha 9-Esmeralda da CPTM. A localização é muito conveniente: tem acesso fácil à marginal Pinheiros e fica pertinho da Cidade Universitária, do Shopping Continental e do Parque Villa Lobos.

Compras: no Parque Continental, o Continental Shopping foi inaugurado em 1975 e tem um mix de 180 lojas, distribuídas em quatro pisos. Inclui representantes de grandes varejistas como Renner, Casas Bahia, Americanas Express e Ponto Frio. A Avenida Presidente Altino corta toda extensão do bairro no sentido norte-sul e concentra a maior parte do comércio. Na altura da praça Henrique Dumont Villares, por exemplo, há farmácias, gráficas, serviços bancários, empórios, mercadinhos de bairro e uma agência dos Correios. Porta de entrada do distrito, a Avenida Jaguaré tem oficinas, postos de gasolina, depósitos de bebidas e redes de fast food e hipermercados.

Lugares: o Jaguaré fica perto do campus da Faculdade de Engenharia da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto). No fim de semana, a Cidade Universitária fica aberta e se transforma em uma enorme área de lazer ótima para brincar, caminhar, correr e pedalar. 

Para chegar ao Parque Villa Lobos (Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001), na fronteira entre a Vila Leopoldina e o Alto de Pinheiros, basta atravessar a ponte do Jaguaré. É um dos mais visitados da cidade. Tem passarela de 120 metros para observar aves e árvores (Circuito das Árvores), o Orquidário Ruth Cardoso, aluguel de bicicletas, equipamentos de ginástica, parquinhos, área de piquenique e uma biblioteca-parque. Essa última fica em um prédio de 4 000 metros quadrados colado ao orquidário e tem acervo de 15 000 livros (literatura, atualidades e meio ambiente)Ao lado do Villa Lobos, fica o Parque Cândido Portinari (Av. Queiroz Filho, 1365). São 120 mil metros quadrados de área verde, cortados por uma ciclovia de 1,3 quilômetro de extensão, espaço para caminhada e pista de skate que simula obstáculos urbanos.

 Mais conhecido pelos moradores como Farol ou Relógio do Jaguaré, o Mirante do Jaguaré (R. Salatiel de Campos, 102foi inaugurado em 1943. Com 28 metros de altura, proporciona uma vista livre de partes da Vila Leopoldina e da Cidade Universitária. Desde 2002, é patrimônio histórico do município.

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