Jabaquara, Artur Alvim e Itaquera lideram queixas

As estações do metrô mais citadas nas reclamações dos passageiros são Jabaquara (Linha 1-Azul), Corinthians-Itaquera e Artur Alvim (ambas na Linha 3-Vermelha), segundo o moderador do perfil do Twitter UsuáriosMetrôSP(@UsuariosMetroSP), Adilson de Paula Silva.

CAMILA BRUNELLI, O Estado de S.Paulo

15 Março 2012 | 03h01

O perfil criado por Silva recebe de 30 a 40 reclamações diárias durante o horário de pico das 6h às 9h. Hoje foram mais de 200 tuítes no período. "Foi o pior transtorno que eu vi a população passar neste ano. Os alarmes de segurança dispararam em vários vagões, porque as pessoas que ficaram trancadas entre uma estação e outra passaram mal."

O estudante Vinícius Tavares Gianetti, de 18 anos, chegou à Estação Carrão, na zona leste, às 7h30 para ir à aula do curso preparatório para o vestibular, próximo da Estação Tiradentes, às 8h30. "Os trens vinham devagar e lotados. A estação ia enchendo cada vez mais." Ele chegou a ir para o sentido contrário, na esperança de conseguir embarcar na Estação Penha. "Não deu certo. Estava bem mais lotado." Às 9h, ainda na Estação Carrão, desistiu e voltou para casa.

O vendedor técnico Wylder Machado, de 42 anos, mora na Penha, zona leste, e já sabe como é a estação do metrô mais próxima de casa. "Gasto 15 minutos a mais para ir de ônibus até a Estação Tatuapé, mas acabo ganhando na hora de embarcar. Na Estação Penha forma fila superdemorada até a catraca." Geralmente, ele chega à Estação Tatuapé às 6h45, para estar às 7h40 no trabalho, perto da Estação Conceição, na zona sul. Hoje, chegou às 9h.

Quando o estudante de Direito Victor Amarante, de 22 anos, entrou na Estação Santa Cruz, às 7h, não percebeu nada de estranho: a Linha 1-Azul estava normal. Só ao tentar fazer baldeação na Sé viu que as escadas rolantes estavam desligadas e muita gente se aglomerava nas plataformas. Foi a pé para a aula, na Universidade Mackenzie, em Santa Cecília, região central. "Cheguei atrasado, mas peguei a primeira aula."

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