Já são 14 mortos pela chuva no RJ; nº ainda pode subir

Cinco corpos foram encontrados em Sapucaia e ainda há pessoas desaparecidas; governo anunciou R$ 950 mi 'nos próximos anos'

PEDRO DANTAS / RIO, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2012 | 03h01

Mais cinco corpos foram encontrados ontem e o número de mortos subiu para 13 em Sapucaia, no médio Paraíba, a 139 km do Rio. No total, o Estado registra 14 mortos - a outra vítima em Laje do Muriaé. Em Sapucaia, 12 mortes foram provocadas por deslizamento de terra, que soterrou oito casas, e um homem morreu no desabamento de uma casa. Sete cidades estão em estado de emergência e mais de 12 mil pessoas estão desalojadas.

O governo do Estado anunciou que vai investir nos próximos anos, em parceria com a União, R$ 950 milhões em três projetos. Serão destinados R$ 350 milhões para obras no Rio Muriaé, R$ 300 milhões para a Bacia do Rio Alcântara e R$ 300 milhões para a recuperação de diques e canais de Campos.

Em Sapucaia, o dia ontem foi dedicado ao trabalho das equipes de resgate e aos enterros das vítimas. Os corpos resgatados ontem foram parcialmente identificados como Lívia Gomes, de 22 anos, Glória Nascimento, de 72, uma mulher de 40 anos e dois homens ainda não identificados.

O pequeno cemitério de Jamapará não estava preparado para tantos enterros. Vanderlei Serafim de Carvalho perdeu o filho, a irmã, o sobrinho e o cunhado no deslizamento e construiu os túmulos com a ajuda de amigos.

Até as 20 horas, o funcionário da prefeitura de Sapucaia Francisco Edézio Lopes, de 46 anos, a mulher dele e as duas filhas, que estariam em um Fusca levado pelo deslizamento, não haviam sido localizados. O secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, afirmou que ainda há pessoas desaparecidas e que o número de mortos pode subir para 20.

Sobrevoo. Os ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e da Integração Nacional, Fernando Bezerra, sobrevoaram ontem as áreas atingidas. Bezerra anunciou que a pasta vai liberar de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões para obras de reconstrução no norte e noroeste do Estado. / COLABOROU FABIO GRELLET

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