'Já paguei o que devia à justiça'

Julio César Borges Vieira, de 31 anos, cumpriu cinco de cadeia por ter cometido dois roubos e ter se envolvido em um homicídio culposo, sem intenção de matar, concluindo sua pena em 2004, um mês antes do nascimento de sua filha. De lá para cá, fez vários bicos e até trabalhou nos Jogos Pan-Americanos, sem carteira assinada. "Demorei muito para conseguir um emprego", confessa.

Marcelo Auler e Gabriela Moreira, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

No ano passado, depois dos apelos de sua mãe ao dono de um restaurante, teve a carteira assinada como ajudante de cozinha. Mas permaneceu morando na Favela da Grota, no Complexo do Alemão.

Domingo, o passado veio à tona novamente. Soldados do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) vistoriaram sua casa e o levaram algemado, por achar que ele não cumprira toda a pena. Obrigaram-no a levantar a cabeça diante dos jornalistas, quando foi apresentado como "mais um bandido preso".

Às 23h, foi liberado e voltou para casa, mas ao passar na barreira de policiais foi parado, enquanto checavam novamente seus antecedentes. "Já paguei o que devia à Justiça. Espero que meu patrão não me demita ao me ver na TV como bandido", lamentava, antes de ser liberado.

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