'Já faz tempo que falta funcionário', reclama tripulante

Comissários que circulavam ontem por Congonhas contaram que os atrasos ocorreram "pura e simplesmente por falta de pessoal". "Falta funcionário mesmo. E já faz tempo", diz um deles.

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2010 | 00h00

Citando a própria experiência, outro conta que no domingo havia muitos comissários da Gol "regulamentados". No jargão da categoria, "regulamentação" é o tempo máximo que um tripulante pode voar por mês - 85 horas. "Se o voo já está com 8h quando faz escala e faltam 5h para o destino, o tripulante vai chegar lá após 13h de trabalho. E o máximo permitido, por dia, são 11h30, já com uma hora extra."

Além da falta de funcionários, os ajustes de sistema para adaptá-lo a variáveis brasileiras (bases de tripulantes, hotéis, horas regulamentadas, nº de comissários) teriam agravado a crise. "A Lufthansa voa com três tripulantes, a Gol com quatro. Esse acerto é feito manualmente", explicam duas comissárias da Gol.

Segundo elas, dados "são jogados em um computador que não leva em conta a base (local de residência) do tripulante, nem o número de horas regulamentadas no Brasil". "O computador não prevê, por exemplo, se o comissário que desceu na Bahia mora em Curitiba ou Fortaleza."

A Gol informa que está contratando funcionários "há algum tempo", mas o processo de homologação de um piloto demora mais tempo do que em outras categorias - cinco meses. Um comissário de voos nacionais ganha pouco mais de R$ 3 mil; de internacionais, cerca de R$ 5 mil.

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