Werther Santana/AE
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Já comprou presente da mãe? Amanhã tem feira de flores

Dia das Mães é a data em que mais flores são vendidas na cidade, à frente do Dia dos Namorados e de Finados

Edison Veiga - O Estado de S. Paulo - Atualizado às 10h07,

09 Maio 2013 | 02h05

Vermelhas, amarelas ou brancas, as rosas são as flores preferidas na hora de presentear as mães. E, nesta época do ano, floristas comemoram: o Dia das Mães é a data em que mais flores são compradas na cidade, à frente do Dia dos Namorados e de Finados. "Em maio, vendo dez vezes mais rosas do que em um mês normal", garante Reginaldo Pires Lisboa, que planta rosas em Bragança Paulista e há oito anos as comercializa na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

Amanhã de manhã, aliás, é dia de feira de flores (das 5h às 10h30, Avenida Dr. Gastão Vidigal, 1946, Vila Leopoldina). Uma boa pedida para quem quiser economizar. Ali, é possível comprar um maço de rosa nacional (com 30 botões) por R$ 25. Já a importada sai por R$ 50 (20 botões). O preço é bem mais em conta. "Em minha floricultura, vendo um buquê de rosas importadas, com 25 botões, a R$ 150. Já na feira do Ceagesp, onde tenho banca, vendo por R$ 85", afirma o florista Alipio Artuzi.

A explicação é simples: valor agregado. "É a mesma questão quando comparamos o preço de alimentos no supermercado e no restaurante", explica o economista Antonio Carlos Alves dos Santos, professor da PUC. "Na floricultura, além das flores, o cliente adquire um serviço: tem a mão de obra na montagem do ramalhete, o espaço físico da loja, a comodidade de comprar perto de casa. Tudo isso implica maior preço final."

O Estado ouviu dez comerciantes paulistanos. Todos argumentaram que, para o negócio funcionar, é preciso cobrar pelo ramalhete o triplo do preço de aquisição das flores no atacado. "São vários custos incluídos. Da embalagem às folhagens que acompanham o buquê, só a mão de obra representa 30% do custo final", comenta Alipio. "Tudo agrega valor: o design pensado para cada arranjo e mesmo a facilidade de comprar pela internet", diz Eduardo Casarini, CEO da empresa pioneira em comércio online de flores no País. "Não vejo a flor da Ceagesp como produto final, mas como matéria-prima."

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